Os hispânicos que se mudam para os Estados Unidos têm 40% mais chances de desenvolver certos cânceres do que aqueles que ficam em seus países de origem, de acordo com estudo da Escola Miller de Medicina, na Universidade de Miami. O estudo foi conduzido na Flórida, Estado que abriga população hispânica diversificada.
Os pesquisadores especularam que um possível motivo para o maior risco de câncer é que os imigrantes rapidamente adotam estilos de vida e dieta novos e menos saudáveis, como consumo elevado de álcool, depois de chegar aos Estados Unidos. Também é possível que as medidas agressivas de diagnóstico nos Estados Unidos resultem em índice de detecção superior ao constatado nos países de origem.
O estudo analisa dados sobre 301.944 casos de câncer reportados na Flórida entre 1999 e 2001 e foi publicado pela revista Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention.
A despeito da incidência mais alta de cânceres, os norte-americanos de origem hispânica vivendo na Flórida como imigrantes de primeira geração ainda apresentam menos risco de câncer do que os brancos e negros do Estado.