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Receitas saudáveis que podem ajudar a prevenir e combater o câncer serão ensinadas por profissionais do Danbury Hospital.
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O Hospital de Danbury, Connecticut, em parceria com a organização The Cancer Project, está oferecendo o curso Cancer Prevention and Survival Cooking, durante o mês de abril. Em quatro aulas totalmente sem custo, os alunos saberão como prevenir e sobreviver ao câncer através de uma adequada nutrição.
A descoberta de alimentos alternativos e o controle do peso são algumas das lições que serão ensinadas pela instrutora Jane Sirignano. De acordo com a nutricionista Jennifer Reilly, da The Cancer Project, a melhor forma de prevenir o câncer ou a recorrência dele é uma boa alimentação.
Dados comprovam que uma dieta pobre é a responsável por mais de um terço das mortes por câncer nos Estados Unidos.
Por telefone ao Comunidade News, Jane falou que as pessoas que consomem alimentos como leite, queijo e iogurte tem maior probabilidade em desenvolver o câncer. Uma das razões, segundo ela, é a presença do hormônio igf 01 nestes alimentos. Ainda segundo a instrutora, alimentos ricos em gordura também ajudam a desenvolver a doença. A ingestão de fibras auxilia na prevenção.
De acordo com Jane, a maioria das pessoas, inclusive as que frequentam as classes dela, não tem conhecimento dos benefícios da alimentação na luta contra o câncer. “Ficam animadas em aprender”, disse ela, que já ministrou aulas em centros comunitários e Community Colleges. Jane declarou que poucos imigrantes frequentam as aulas. “Adoraria ver mais [imigrantes]”.
Na opinião dela, o baixo número pode ser devido ao fato de pensarem que se alimentam bem, e portanto não precisam de mais informação. Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o padrão alimentar determina se uma pessoa desenvolverá não só o câncer mas também diabetes e doenças cardiovasculares.
Receitas simples e nutritivas
Cereais integrais e leguminosas – feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja – suprem as necessidades de proteínas e protegem contra doenças crônicas e infecciosas. Um baixo e esporádico consumo de carnes, aliado à ação protetora dos cereais integrais, diminui o risco de desenvolver doenças crônicas. Ainda de acordo com a OMS, as comunidades que mudaram a alimentação sofreram uma drástica diminuição nos fatores de risco, os quais podem levar até à morte.
Jane disse que é totalmente possível a alimentação proposta no curso, ainda que a vida nos Estados Unidos seja corrida. “O tipo de cozimento e alimentação que recomendamos é muito simples, delicioso e totalmente nutricional. Em poucos minutos, diariamente, as pessoas podem se alimentar de forma saudável”.
Entre as receitas do curso está a salada cítrica de espinafre, a qual leva castanha-do-pará, fruto rico em selênio (antioxidante) e que combate o câncer. Uma castanha por dia supre as necessidades diárias de selênio. Outra receita, a salada fácil de feijão, tornou-se um verdadeiro clássico do projeto. Repleto de fibras, o prato ajuda também a remover do organismo o colesterol em excesso.
Comer maçã e saladas verdes diariamente, de acordo com Jane, também ajuda a diminuir as chances de desenvolver câncer. O tomate é outro alimento recomendado, graças à presença do licopeno, substância que dá a cor avermelhada ao fruto. O licopeno é um poderoso antioxidante que ajuda a impedir e reparar os danos às células, causados pelos radicais livres.
O curso acontece nos dias 6, 13, 20 e 27 de abril (terças-feiras), sempre das 6pm às 8pm. Vagas limitadas. O local é o Praxair Cancer Center do Hospital de Danbury, 24 Hospital Avenue. As inscrições devem ser feitas com Lillian Monaghan pelo telefone (203) 739-7898. Informações sobre o The Cancer Project podem ser obtidas no www.cancerproject.org.