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O remédio Tamiflu, para resfriado, está sendo visto com preocupação pelo FDA, orgão que regula o setor nos EUA.
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Os remédios Tamiflu e Relenza, usados para combater o vírus influenza (da gripe), estão na mira do governo americano, que está alertando os usuários sobre possíveis efeitos psicóticos dos medicamentos. Esta semana o FDA (órgão americano que regula alimentos e remédios) vai realizar uma reunião, a fim de colocar mais recomendações na bula de ambos medicamentos. O Tamiflu é fabricado pela Roche, e o Relenza pela GlaxoSmithKline.
Conforme notícia publicada no site G1, o alerta sobre os eventos psiquiátricos, decorrentes da ingestão dos medicamentos, foi feito pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira. A documentação que a FDA preparou para a reunião, e já publicada no site da organização, recomenda a ênfase nas advertências da bula, afirmando que “em alguns casos, esses comportamentos resultaram em ferimentos sérios, incluindo a morte, em pacientes adultos e pediátricos”.
Há dois anos, a FDA realizou uma reunião semelhante, devido a mortes de crianças japonesas que tomavam Tamiflu. Apesar de não ter sido encontrada nenhuma ligação entre as mortes e a ingestão do medicamento, o FDA reforçou a bula, alertando sobre comportamentos anormais, tais como delírio e propensão à autoflagelação.
O Relenza, que faz parte da mesma classe que o Tamiflu, também foi avaliado pelo FDA. A equipe do órgão de saúde quer que a bula emita alertas para aqueles que tomam o remédio, pois “casos de alucinações, delírio e comportamento anormal” teriam sido observados em alguns pacientes. Ainda não há provas, segundo a FDA, de eventos causados pela doença, pela medicação ou por uma interação entre ambos.
No Brasil, o Tamiflu é vendido como comprimido, e seu nome genérico é Oseltamivir. Já o Relenza é tomado através de inalação e carrega o nome genérico de Zanamivir, porém as farmácias brasileiras não vendem o medicamento.
Assunto em estudo
De acordo com Terence Hurley, porta-voz da Roche, não há provas de que o Tamiflu provoque eventos psiquiátricos. “A Roche investigou extensivamente o assunto e está conduzindo estudos clínicos e não-clínicos. A Roche leva todos os relatórios de efeitos colaterais muito a sério”, disse o porta-voz, através de uma nota.
A exemplo da Roche, a GlaxoSmithKline afirmou, através da porta-voz, que o Relenza não mostrou nenhum tipo de efeitos adversos. Ainda de acordo com a porta-voz, foram revisados dados, obtidos antes dos medicamento ser colocado à venda e após os testes de aprovação.
Foram avaliados pela equipe da FDA cerca de 600 casos de eventos neuropsiquiátricos, todos eles relatados por 115 pacientes que ingeriram o Relenza e por outros pacientes que tomaram o Tamiflu.
Ainda de acordo com o porta-voz da Roche, o Tamiflu teria sido ingerido por aproximadamente 48 milhões de pessoas ao redor do mundo, desde 1999. Neste número estão incluídos 21 milhões de crianças.