|
Divulgação
Laise Dória desconsidera a crise econômica e investe na produção de bijouterias.Divulgação
Brinco desenhado por laise Dória.
Últimas em Negócios
-
Imigrantes detêm 23 das 50 maiores startups dos EUA
-
Produtos chineses chegam mais caros ao varejo dos EUA
-
Empresa da Malásia quer construir o maior cassino do mundo na Flórida
-
Empresas querem devolver o mar ao cruzeiro
-
Quase metade das pequenas empresas em Nova Iorque são de imigrantes
Mais lidas em Negócios:
-
Banco do Brasil abrirá agências nos Estados Unidos até o fim do ano
-
Campeão de vale-tudo abre academia em NJ
-
Massachusetts tem a maior concentração de negócios brasileiros dos EUA
-
Restaurante brasileiro ganha 4 estrelas em crítica gastronômica
-
Banco do Brasil inicia atividades nos EUA com empresas de remessas
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
Coloridas pedras brasileiras e observação no que é antigo para fabricar as mais belas jóias. É assim que a carioca Laise Dória (www.laisedesign.com) de Milford, Connecticut, conquista o público nos Estados Unidos, com a Laise Design. Nem a crise abate o bom ânimo da designer, que vai aos poucos ganhando espaço.
Enquanto trabalhava como diretora de criação e produção em uma fábrica de moda feminina e linha praia, Laise produzia também jóias. Os maiores responsáveis pelo desenvolvimento da criatividade dela foram a faculdade de belas artes e de arquitetura, junto com cursos de desenho e de pintura.
A designer partiu então para a observação. Revistas inglesas de decoração de interiores, recheadas de coisas antigas e de paisagens repletas de castelos inspiram a designer até hoje. Do Brasil, trouxe o despojamento típico da mulher carioca para ajudar a produzir anéis grandes. Não é à toa que boa parte deles compõem a coleção da Laise Design, fundada no início de 2007.
O trabalho atual da brasileira tem muitas pedras, prata, ouro amarelo, branco e vermelho. Há quatro anos, quando chegou nos Estados Unidos, contatou a Gallery of Jewels em San Francisco, Califórnia, para divulgar o trabalho. Mesmo com a parada temporária na parceria comercial, Laise pensa em mostrar novamente o trabalho no estado americano.
O comércio, atualmente feito no popular boca a boca, tem dado bons resultados. Laise, porém, coloca todas as esperanças na atualização do website. É através do ambiente eletrônico que ela pretende firmar a comercialização do produto.
Crise não atrapalha planos
Perguntada se ainda existe mercado para as jóias no olho do furacão econômico, Laise não pensou duas vezes em responder. “Totalmente”. Segundo ela, todo o brasileiro traz na veia a manha para a sobrevivência, e já passou por várias crises financeiras na pátria amada. A designer admite que o mercado nos Estados Unidos sente um pouco. “Mas a gente tem que ir em frente”, disse ela, com a típica esperança e garra brasileiras.
Com a clientela formada de brasileiros e americanos, Laise pretende transferir a facilidade de comunicação entre sua própria comunidade para os nativos dos EUA. Para isso, segue observando a assimetria dos colares e o jeito americano de criar jóias. “Fico encantada”.
Segundo a designer, o mercado para jóias é maior nos Estados Unidos do que no Brasil. “Há muita oferta mas muito mais procura”. No Rio de Janeiro, segundo Laise, existe bastante conexão com o resto do mundo em termos de jóias. Apesar disso, considera o mercado para jóias um tanto restrito na capital carioca e também nos estados de Minas Gerais e São Paulo, onde existem fábricas de jóias.
É do estúdio em New Haven que a brasileira segue observando as paisagens e o mercado. Segundo Laise, agora chegou a vez de deixar um pouco as pedras de lado para investir mais no metal trabalhado. O motivo da mudança, de acordo com ela, é a alto preço das pedras.