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Apesar das expectativas terem sido de grande movimento, Graziela (foto), proprietária da loja de roupas Favo de Mel, disse que muitos clientes entram, mas poucos compram.CN
Cabelereiro do De Castro Salon faz o cabelo de uma das muitas clientes de final de ano. Salão viu clientela aumentar.
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O comércio brasileiro em Danbury, Connecticut, sentiu com certeza o arrocho causado pela crise econômica. Mesmo assim, com a chegada do Natal, alguns poucos comerciantes ainda comemoram, andando na contramão de muitos. O fato é atípico para estes tempos de crise.
Os americanos também estão fazendo qualquer negócio para incrementar as vendas. Segundo o The Wall Street Journal, algumas lojas estão preparando as mais atraentes ofertas para depois do Natal. A gigante Wal-Mart, por exemplo, aposta nos brinquedos e eletrônicos com preços ainda melhores do que os anunciados antes da data.
Foi também uma estratégia que a comerciante Márcia Pinto, proprietária da Womens Fashion Shoes, usou para engordar as vendas de final de ano. Segundo ela, as próprias clientes sugeriram para que ela continuasse a vender sandálias, numa época em que o carro chefe das vendas são as botas. “Deu certo”, disse ela, agradecendo a Deus e aos clientes.
Dois dias antes da véspera de Natal, Márcia mantinha firmes as expectativas. Com a maioria de clientes brasileiros, seguidos por 40% de hispânicos e 30% de americanos, Márcia comemorava mais uma meta que provavelmente alcançou, graças às vendas da época.
Já para Graziela Vieira, dona da Boutique Favo de Mel há somente oito meses, o momento não foi de tanta comemoração. Apesar de saber que as vendas do ano passado não tinham sido das melhores, ela tinha esperanças para o ano de 2009. “Esperava que aumentassem no Natal”, disse. Segundo ela, alguns clientes olham e não compram. “Penso que estão sem dinheiro, então acham tudo caro”.
As esperanças dela ainda estavam na véspera de Natal, com a loucura de última hora. Uma semana antes do Natal, a comerciante ainda presenciou uma pequena melhora. “Mas não era o que eu queria”.
Apostando no pós Natal
Quem não sentiu nem um pouco a baixa nos negócios foi Francilene Silveira, proprietária do De Castro Salon and Spa. Há nove meses, quando adquiriu o salão, que ela só vê o movimento aumentar. “Para o Natal melhorou”, disse ela, complementando que havia pessoas na fila de espera para o dia 24, procurando serviços de manicure e pedicure e também para os cabelos.
Sempre otimista, Franciele disse que já esperava por isso. De acordo com ela, as pessoas guardam um dinheirinho pelo menos para se embelezar. “Com crise ou sem crise é Natal, a pessoa se esforça e acaba saindo do seu orçamento”.
Ainda de acordo com o The Wall Street Journal, pela primeira vez em mais de 100 anos a JC Penney abrirá tão cedo para as vendas pós Natal. No sábado (26), as lojas da rede estarão abertas ao público a partir das 5am, oferecendo uma variedade de produtos a preços acessíveis. Entre estes produtos estão novas mercadorias no departamento voltado aos adolescentes, e a chamada “oferta branca”, com vendas de lençóis e travesseiros, entre outros itens.