O Banco do Brasil (BB) acaba de fazer uma importante conquista. Na terça-feira (13), a instituição financeira brasileira recebeu do Federal Reserve (FED), o Banco Central Americano, o status de “Financial Holding Company” (FHC). Agora, o BB poderá ampliar a atuação nos Estados Unidos.
O Banco do Brasil está presente no país com agências bancárias em Nova Iorque e Miami (FL), um escritório de representação em Washington D.C., e uma empresa em Orlando (FL), a qual dá suporte operacional as demais unidades do BB nos EUA. Ainda em Nova Iorque, o BB atua através da BB Securities, empresa da área de mercado de capitais.
Por e-mail ao Comunidade News, o presidente do BB para a América do Norte, Leandro Alves, falou sobre esta nova fase do banco. Segundo ele, para atingir o status de FHC, o Banco do Brasil atendeu a uma série de requisitos exigidos pelos órgãos reguladores americanos. “Basicamente, foi possível o FED constatar que o BB é uma instituição financeira sólida, bem capitalizada e bem administrada”, disse ele, complementando que o processo é bastante complexo, levando um certo tempo até ser finalizado.
Ainda segundo Alves, esta seria a primeira vez que uma instituição financeira estatal do mundo ganha este reconhecimento pelo FED. “Isso, sem dúvida, é um motivo de orgulho para os brasileiros”. A concessão do status reforça a credibilidade e a qualidade dos serviços prestados pelo Banco do Brasil.
Ponto para a comunidade brasileira
Sob a condição de FHC, o BB vai obter mais flexibilidade para ampliar as operações no país, sem contar que será tratado em condições semelhantes às instituições financeiras americanas. E a mudança vem também em forma de melhoria no atendimento à comunidade brasileira. “Precisamos ter um Banco do Brasil “americano”, precisamos abrir um banco aqui”. Por isso o status de FHC é tão importante. “Ele facilita a estratégia de abertura de um banco neste país”.
O BB quer atender a comunidade brasileira cada vez melhor. “Para isso precisamos ter um banco dito ‘doméstico’”. Com a concessão do FED, o brasileiro poderá abrir uma conta-corrente ou poupança, e movimentá-la como em qualquer outro banco americano. “Com a diferença de que, com certeza, o brasileiro se sentirá “em casa”. Claro que isto não acontece do dia para a noite, mas com o reconhecimento do FED e o status de FHC, agora podemos acelerar os próximos passos”.
O brasileiro nos Estados Unidos tem ainda a BB Money Transfers, empresa do Banco do Brasil que faz remessas de dinheiro, e que está presente em Connecticut, New Jersey, Nova Iorque, Massachusetts e Flórida.