O ex-vice-presidente americano Dick Cheney defendeu nesta terça-feira (25) as técnicas "refinadas" usadas pela CIA (agência de inteligência americana) nos interrogatórios de supostos terroristas durante o governo anterior, ao afirmar que estas medidas permitiram "salvar vidas".
Em comunicado, Cheney afirmou que os documentos publicados na segunda-feira sobre os abusos cometidos por agentes da CIA em alguns interrogatórios de suspeitos de terrorismo "claramente mostram que as pessoas submetidas às técnicas melhoradas de interrogação deram a maior parte da informação de inteligência" sobre a Al Qaeda.
Esta informação "salvou vidas e preveniu atentados terroristas", disse o ex-vice-presidente americano, acrescentando que os detidos "também tiveram papel em quase todas as detenções de membros e associados da Al Qaeda desde 2002, segundo os documentos".
Na segunda-feira, foi divulgado um novo relatório que revelou que a CIA intimidou com pistolas e furadeiras elétricas suspeitos de terrorismo submetidos a interrogatório, e ameaçou assassinar as famílias dos interrogados.
O Departamento de Justiça dos EUA anunciou também a nomeação de um promotor especial para que investigue os abusos cometidos por agentes da CIA nesses interrogatórios e determine se há evidências suficientes para abrir um processo criminal contra os responsáveis.
No entanto, para Cheney, a decisão do procurador-geral, Eric Holder, de ordenar uma investigação criminal deveria gerar "dúvidas sobre a capacidade desta Administração de assumir a responsabilidade sobre a segurança" do país.