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AP
Ena Zizi, 70, foi resgatada hoje dos escombros da Catedral de Porto Príncipe, duas horas antes de completar exatamente uma semana da ocorrência do terremoto que devastou o Haiti; bombeiros se emocionaram ao ouvi-la cantando ao ser resgatada.
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O terremoto de 6,1 graus na escala Richter que abalou hoje o Haiti gerou pânico e derrubou alguns muros, mas não parece ter deixado mais vítimas.
A réplica, a mais forte depois do terremoto de 7 graus de 12 de janeiro, ocorreu a 59 quilômetros da capital haitiana, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Embora ainda seja cedo para saber os danos reais que causou, pessoas de diversos setores disseram que o tremor de vários segundos não deixou novas vítimas. A imprensa local ainda não noticiou sobre mortos ou feridos.
Como as casas em situação de risco foram abandonadas e a maior parte da população dorme em ruas, pátios ou jardins, a queda dos muros em alguns lugares não causou problemas maiores.
Todos os depoimentos recolhidos pela Agência Efe dizem que houve reações de pânico no momento do tremor, ocorrido exatamente às 6h03 (9h03, Brasília).
O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.
O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras.