O grupo separatista islâmico Emirado do Cáucaso, um dos principais suspeitos dos atentados contra Moscou e a república russa Daguestão, negou nesta quarta-feira ser o responsável pelas explosões. Nenhum grupo assumiu a autoria dos dois duplo atentados, que deixaram ao menos 39 mortos em Moscou, na segunda-feira (29), e 12 vítimas no Daguestão, nesta quarta-feira.
O governo russo, que fez duras declarações contra o terrorismo e prometeu endurecer a pena contra este tipo de crime, afirmou nesta quarta-feira que os dois ataques podem estar relacionados e a suspeita recai sobre os terroristas do Cáucaso Norte.
Analistas de segurança apontam o grupo como um suspeito potencial pelos ataques ao metrô de Moscou.
"Nós não fizemos o ataque em Moscou e não sabemos quem o fez", disse Shemsettin Batukaev, porta-voz do grupo liderado por Doku Umarov, proeminente rebelde separatista da Tchetchênia.
Ele disse ainda não saber quem está por trás dos ataques no Daguestão, nesta quarta-feira.
Os ataques são exemplo da acrescente violência que a Rússia enfrenta com a insurgência do Cáucaso Norte, que deve estar no centro do debate para as eleições presidenciais de 2012.
Batukaev afirmou à agência de notícias Reuters que o grupo planejava ataques contra alvos econômicos dentro da Rússia, mas não contra civis.
Umarov, contudo, declarou no mês passado que klevaria a insurgência para as cidades russas, após a perda de vários líderes mortos por policiais russos.
O Emirado do Cáucaso tem como objetivo criar um Estado baseado na sharia, a lei islâmica, separado da Rússia e que incluía toda a região do Cáucaso.