Ashley Galvão completará dois anos em 13 de abril e, desde que nasceu, luta pela sobrevivência devido a complicações no funcionamento de seu intestino fino. Em 14 de setembro de 2005 a brasileirinha se submeteu ao transplante de intestino fino, fígado e pâncreas e tem tido uma boa recuperação. Mas seus pais, que se dedicaram intensamente ao seu tratamento, estão precisando da ajuda financeira da comunidade para custear despesas. O paulista João Galvão e sua esposa Josie vivem há 15 anos na cidade de Naugatuck, CT, e depois do nascimento de Emille, hoje com 6 anos, aguardavam ansiosos a chegada da segunda filha. Mas, quando festejavam o nascimento de Ashley, os médicos deram a notícia de que a filha recém nascida tinha um bloqueio no intestino fino e que era necessário fazer cirurgia. “Esse bloqueio impedia que seu organismo expelisse as fezes e os médicos disseram que precisavam fazer cirurgia para desobstruir o canal”, explicou. Os pais disseram que após a cirurgia, Ashley foi acometida por uma infecção que debilitou seu organismo e 10 dias depois ela foi submetida a segunda cirurgia, que objetivava a correção da primeira. “Depois dessa segunda cirurgia ela teve novamente infecção e três dias depois fez mais uma cirurgia, mas desta vez seu organismo estabilizou”. João diz que o intestino da filha ficou com 25 centímetros, sendo que o normal seria 200 centímetros e que tinham que esperar o corpo de Ashley se recuperar antes de a submeterem a outro tratamento. João Galvão conta que a filha foi ficando amarela e cada vez mais doente e perceberam que algo estava errado. “Tinha conhecimento que no caso dela o procedimento mais indicado seria o transplante por isso, comecei a pesquisar na internet e descobri que o melhor hospital para o caso era o de Pittsburg, na Pensilvânia”. O pai de Ashley disse que neste momento não pensou duas vezes em pedir demissão do trabalho e se mudar para a Pensilvânia para acompanhar o tratamento da filha. “Minha mulher teve que ficar em Naugatuck cuidando da nossa outra filha e trabalhando, mas sempre ia ver a Ashley nos finais de semana”. A espera para o transplante durou de julho até setembro, quando então ela recebeu intestino fino, fígado e pâncreas quando tinha apenas 1 ano e sete meses. A família informa que a recuperação da criança foi na Casa de Caridade Ronald Mcdonald em Pittsburg-Pensilvânia acompanhada pelo pai, e que permaneceram na cidade até janeiro de 2006, pois ela precisava ir com regularidade ao médico. Há 1 mês Ashley voltou para casa, mas os pais disseram que mensalmente terão que levá-la para a Pensilvânia para revisões médicas. “Quando a criança está doente os pais têm que ir em busca de toda a informação possível e se dedicar na busca dessa cura onde quer que ela esteja”, afirma João Galvão. Segundo João Galvão, o maior desafio agora é ensinar a filha a comer pela boca. “Ela não aprendeu a comer pela boca porque até agora o alimento está sendo introduzido no seu corpo através de um tubo ligado a sua barriga”. Ele acrescenta que a barriga de Ashley ainda está aberta devido ao procedimento de colostomia, em que uma bolsa de plástico faz a função de acumular as fezes, e que provavelmente em março os médicos devem fechar o local. “Toda a situação que passamos nos ensina que não podemos perder a esperança. Minha filha é uma prova viva de que milagres existem”, ressalta. Campanha As amigas Priscila Moreira, Michele Silva e Julie Sampaio decidiram em setembro de 2005 iniciar uma campanha para ajudar a família de Ashley distribuindo caixinhas em Naugatuck, Danbury e Waterbury para arrecadar doações para a família. As doações estão ajudando a família a pagar suas despesas e gastos com o tratamento da menina. “ 1 vez por mês temos que levá-la para a Pensilvânia para fazer revisão e o mais indicado é irmos de avião, porque de carro a viagem dura 9 horas e é muito sacrificante para ela”, informa João Galvão. José Carlos Firminiano, jogador do time América que disputa o II Torneio de futsal de Danbury informou que toda a renda das partidas deste final de semana será doada para a família de Ashley. “Todo o final de semana um time fica com a renda da partida e decidimos doar a nossa para a Ashley”. Ele conta ainda que é coordenador da Igreja Católica brasileira de Santo Carmel e que em setembro de 2005 a igreja organizou um piquenique em Naugatack com renda revertida para a família Galvão. “Quando vemos uma criança da comunidade doente não conseguimos ficar insensíveis a isso. Os pais dela não estão trabalhando e as despesas com o tratamento dela são caros, por isso temos que fazer a nossa parte ajudando no que for preciso”,. A Família de Ashley avisa que quem quiser contribuir com a campanha pode mandar cheques nominais a Ashley para a 172 City Hill Street, Naugatuck, 06770. Eles acrescentam que também precisam de fraldas descartáveis. Mais informações sobre a campanha através dos tels: (203)714-2003 ou (203) 720-1330
Por: Liliane Pólvora Tweet