|
Reprodução
Silas Ávila Júnior saiu do banco, que trabalhava há sete anos, e ninguém sabe do seu paradeiro.
Últimas em Local
-
Caso DaSilva: promotora pede representação para vítimas
-
Empresário é acusado de calote de milhares de dólares
-
Família e amigos dão o último adeus a brasileiro de Danbury
-
Revistinhas do Census em português alertam sobre importância de responder questionário
-
Receita Federal começará liberação de contêineres retidos
Mais lidas em Local:
-
Au pair brasileira que ocultou morte do bebê se declara inocente
-
Brasileira dá à luz e omite morte de criança na Pensilvânia
-
Adonai Moving quebra e deixa milhares de brasileiros no prejuízo nos EUA
-
Cresce número de brasileiros voltando para o Brasil
-
Proprietário da revista Palavra pode estar foragido
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
Apenas 21 dias após agentes federais terem detido as comerciantes Renata Amaral e Mônica Teixeira, proprietárias da RM Insurance, acusadas de lavagem de dinheiro e remessas sem autorização, Danbury é novamente o centro das atenções.
Silas Ávila Júnior, funcionário do Union Savigns Bank e proprietário da revista evangélica Palavra, estaria supostamente foragido. Ele teria sido convidado a pedir demissão do banco, segundo ele próprio relatou ao editor do Comunidade News. O motivo teria sido uma denúncia anônima de que ele trabalhava com documentos falsos, pois estaria indocumentado no país. Entretanto, há informações não confirmadas de que ele teria cometido fraudes dentro do banco e até em contas de alguns clientes.
Silas Júnior trabalhou sete anos no banco, passando das funções de caixa até ocupar um cargo de diretoria, onde era responsável pelas contas de diversas empresas de brasileiros.
Palmira Ávila, mãe de Silas Júnior, disse à reportagem do Comunidade News que não sabe do paradeiro do filho desde a última quinta-feira, 3, quando ele saiu de casa com a esposa Valéria Ávila e os dois filhos do casal e não retornou mais. Muito abatida, Palmira disse que não sabe o que teria motivado sua saída do banco.
Conforme informações apuradas pela reportagem, dois detetives teriam ido à casa dele na sexta-feira, 4, para questioná-lo. Pelo menos dois pastores e uma corretora de imóveis estavam na casa no momento em que os investigadores bateram na porta. Nenhum deles, no entanto, soube informar o motivo pelo qual ele foi procurado pelas autoridades.
Um policial de Danbury informou que não existe no momento nenhuma ordem de prisão contra ele. Mas não descarta que haja uma investigação em andamento. “O procedimento é de coletar todas as evidências do caso para depois apresentar ao juiz, que então expede a ordem de prisão”, disse o detetive que pediu para manter seu nome sob sigilo.
Amigos e pessoas que são ligadas a Silas Júnior através da revista Palavra evitam falar do assunto e serem relacionados a ele.
Juracy de Souza, pastor da Igreja Logos Internacional, onde Silas Júnior foi membro antes de sair, e diretor de vendas da revista Palavra, disse que não sabe de nada e que não tem nenhuma informação do paradeiro dele.
Alexandre Mecca, que consta no site da revista Palavra como Diretor Administrativo também disse não saber do paradeiro de Silas Júnior. Ele foi sócio da revista, mas deixou a sociedade no final de 2006.
A página da revista no Orkut foi retirada, assim como o perfil pessoal dele.
Atualmente Silas não era membro de nenhuma igreja evangélica de Danbury. Segundo um dos pastores que participa do Concelho de Pastores (Compas), Silas Júnior teria sido aconselhado a procurar uma igreja americana, pois a associação dele poderia prejudicar a imagem das igrejas.
Silas Júnior se envolveu no escândalo conhecido como Diante do Trono, ocorrido no dia 20 de outubro de 2007, quando o Comunidade News fez uma série de reportagens sobre a denúncia do diretor de eventos da WestConn, John Murphy, de que ele teria quebrado o contrato com a universidade e vendido ingressos que deveriam ter sido doados. Na época, as matérias tiveram grande repercussão por se tratar de um evento de grande porte e envolver uma famosa cantora evangélica do Brasil.
Logo após as denúncias, o presidente do Compas, Pastor Ely Coture, emitiu uma nota oficial da entidade defendendo Silas Júnior e afirmando que não existiu nenhuma irregularidade no evento.
Casa a venda
O desaparecimento de Silas Ávila Júnior é reforçada pelo fato de que a casa onde mora, comprada em novembro de 2007, foi colocada a venda no último sábado por U$ 525.000,00. O imóvel, localizado num condomínio fechado, tem 2.800 pés quadrados, quatro quartos e três banheiros. Ele teria comprado a casa depois de vender um apartamento na cidade de Waterbury, CT, onde residia. A compra foi feita no nome da mãe.
Banco não dá declarações
Procurado pelo Comunidade News para explicar o motivo da saída de Silas, o gerente do Union Savings Bank disse que não sabia, e que mesmo se soubesse não poderia fornecer tal informação.
O fato é mistério até mesmo para os ex-colegas de trabalho, que recebem respostas negativas dentro do banco quando procuram saber o que teria acontecido. O Comunidade News apurou que Silas Júnior fazia depósitos freqüentes na boca do caixa, supostamente de clientes do banco.
Recai sobre ele a suspeita de que estaria envolvido com remessas de dinheiro para o Brasil sem o conhecimento da direção do banco.
O Comunidade News ligou diversas vezes para o celular de Silas Júnior, sem no entanto conseguir falar com ele.