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Dona Lia, como era conhecida, faleceu depois de passar mal. Ela chegou a ser levada para o hospital.
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A brasileira Maria da Conceição de Assis Soares, 71, a D. Lia, faleceu na terça-feira (26) em Danbury, Connecticut. Ela se sentiu mal e foi levada às pressas ao hospital local. Segundo o filho, Silvio Soares, a mãe tinha colesterol alto. O corpo de D. Lia seguiu para Belo Horizonte (MG) no sábado (30) e foi enterrado no final da tarde de domingo.
De acordo com Edson, amigo de Silvio, os dois foram a pé até um curso de inglês. Durante a entrevista, por volta de 9h40 da terça-feira, D. Lia desmaiou. A professora ligou para o 911 (serviço de emergência). Os paramédicos tentaram reanimá-la e levaram-na em seguida ao hospital. Ainda segundo Edson, o estado dela era muito grave. Aproximadamente às 11am, o médico comunicou que a mulher havia falecido.
Silvio e Edson choraram juntos a morte de D. Lia. Segundo Edson, o amigo tremia quando tocava no corpo da mãe. De acordo com ele, D. Lia fazia tratamento para o colesterol alto, controlava o problema com medicação e tinha a pressão medida com frequência pelo filho. Segundo Silvio, a mãe não fumava, não ingeria gorduras e adotou a dieta do mediterrâneo, considerada a mais saudável do mundo.
Tida como uma condição de saúde perigosa, o colesterol alto apresenta maiores riscos de problemas cardíacos. Pela falta de sintomas, é preciso realizar exames com regularidade. Entre as causas apontadas estão a má alimentação, falta de atividade física, doenças de tireóide e fatores hereditários.
A morte inesperada de D. Lia deixou Edson tão triste quanto Silvio. De acordo com o brasileiro, ela conquistou muitas amizades em pouco tempo. “Era comunicativa, muito alegre, abria a porta com aquele sorriso”. Segundo ele, D. Lia fazia o estilo mãezona. “Sempre fazia comida e levava para os vizinhos. Promovia almoços com as pessoas do prédio, com forma de confraternização”.
O abraço do adeus
D. Lia estava no país há somente 2 meses. Veio terminar o processo de legalização e visitar o filho. Segundo Silvio, ela recebeu o green card exatos dois dias antes de falecer e embarcaria de volta para o Brasil em maio. Além de Silvio, a morte de D. Lia enlutou uma filha e o ex-marido. Apesar de separados, os dois mantinham um bom relacionamento. Segundo Silvio, alguns dias antes dela morrer o pai ligou, pressentindo que algo estava para acontecer.
Auxiliar de enfermagem, Silvio mora nos EUA há cerca de 10 anos. “Estou com o coração despedaçado”, desabafou ele. O brasileiro vai acompanhar o corpo da mãe, de quem guarda as melhores lembranças. “Ela não julgava ninguém”. De acordo com ele, a mãe sempre tinha uma palavra de conforto. “Filho, a única coisa que não se resolve é a morte”, dizia D. Lia.
Como se estivessem se despedindo, Silvio e D. Lia se abraçaram muito forte, no dia da morte dela. Para os brasileiros que não podem ir ao Brasil visitar os entes queridos, ele aconselha. “Sempre digam eu te amo para os seus pais”. Silvio vai ao Brasil levar o corpo da mãe mas volta para os Estados Unidos, a fim de terminar o mestrado. Planeja depois fixar residência em Belo Horizonte.
Para Silvio, a vinda da mãe foi para se despedir dele. O último abraço foi acompanhado da frase “eu te amo” e de uma roupa nova, presente que agora a acompanha. O terço dado ao filho, para ganhar a proteção de Deus e Maria, estava com a mãe na hora da morte.
Devido aos altos custos, Silvio decidiu não realizar um velório e enviar o corpo direto para o Brasil. Para baratear as despesas, o corpo será levado do Rio de Janeiro até Belo Horizonte pelo carro da funerária.
Caixinhas foram espalhadas pelos comércios brasileiros, pedindo o auxílio da comunidade. Quem estiver interessado em contribuir deve ligar para Silvio no telefone (203) 300-9205.