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Tatiana Klein, ao centro, não tem notícias de sua família desde dezembro de 2009. Ela chegou do Brasil para acompanhar as investigações.
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O misterioso desaparecimento de uma família brasileira em Omaha, Nebraska, já levantou a hipótese de crime por parte da polícia americana. Vanderlei Szczepanik, 43, a esposa Jaqueline, 44, e o filho do casal, Christopher, 7, estão desaparecidos desde dezembro último. Tatiane Klein, 26, filha de Jaqueline, chegou aos Estados Unidos na terça-feira (16) para acompanhar de perto as investigações. Tanto a imprensa americana quanto a brasileira acompanham de perto o caso.
O último contato de Tatiane com a família foi no dia 15 de dezembro. Segundo ela, as conversas com a mãe eram diárias e aconteciam via telefone, e-mail ou skype. A falta de notícias de Jaqueline no Natal ou mesmo no aniversário de Tatiane indicaram que havia algo errado.
As únicas pistas que a polícia tem até o momento são os dois carros da família. A pickup Nissan foi encontrada abandonada na cidade, no mês passado. Na quinta-feira (11), a polícia localizou o Dodge Caravan 1995.
Os pertences do casal também estão intactos no Christian Community Center, onde eles estavam hospedados. O local foi revistado pela polícia e não apresentava sinais de arrombamento. Segundo a investigação, a casa estava arrumada, tinha a cama feita e as roupas estavam no armário.
A família morava nos Estados Unidos há 11 anos. Natural de Santa Catarina, o casal veio para trabalhar com a igreja Assembléia de Deus. A família estava em Omaha há quatro anos, onde Vanderlei chefiava a construção de uma escola de missionários e Jaqueline fazia bicos como housecleaner. Segundo Tatiane, a conta do casal foi movimentada. De acordo com amigos, bons contratos de trabalho fechados podem ter gerado ameaças de funcionários da empresa de Vanderlei.
O último contato do construtor brasileiro com um dos funcionários foi no dia 18 de dezembro, quando Vanderlei teria dito ao homem que não trabalhariam no Natal e que a família não faria viagem de férias.
Filha pede pela vida da família
Inquieta com a falta de notícias, Tatiane pediu demissão do emprego e se despediu do marido, Marcos Beppler, e dos filhos Erick, 10, e Leonardo, 6. “Não vou embora sem ver minha família ou sem algum tipo de resolução”, disse ela. Por telefone ao marido, Tatiane teria se queixado da dependência dos amigos da família, especialmente na questão do domínio da língua inglesa.
Ela está recebendo o apoio incondicional do intérprete João de Brito, do Pastor Jim Hart, da igreja Eagle’s Nest, e da voluntária Rebecca Barrientos-Platan. Dos detetives, Tatiane ouviu tudo o que já sabia através de outras fontes. No apartamento da família havia ainda comida, cheques e um carregador de celular ligado à tomada. A filha de Jaqueline quer entrar no apartamento, mas só pode fazê-lo acompanhada pela polícia.
O sumiço dos Szczepanik é um verdadeiro mistério. A mãe e o padrasto de Tatiane estavam muito próximos da legalização. “Tenho a sensação de que eles estão em uma situação ruim”, disse João. Hospedada na casa da amiga Amélia Hartog e vendo neve pela primeira vez, Tatiane tem fé de que a família esteja viva. Ela levantou a hipótese de sequestro, embora desconheça os motivos. “Não estou pedindo nada ... a não ser que eles sejam devolvidos com vida”.
O caso já consta no website do National Center for Missing and Exploited Children. Amigos e voluntários distribuíram panfletos com a foto da família, e batem de porta em porta. A Igreja Luterana King of Kings realizou uma vigília no sábado (20), na esperança de que a família volte para casa. Qualquer informação deve ser dada à polícia pelo telefone 444-STOP (7867).