O brasileiro Cláudio Coimbra, 49, está sendo acusado de molestar sexualmente crianças que estavam sob a sua responsabilidade. Ele coordenava uma turma de meninos e meninas no YMCA de Mulkiteo e teria tocado as partes íntimas de alguns deles. As autoridades ainda não sabem se Cláudio fugiu para o Brasil.
Os promotores afirmam que o brasileiro acariciou as crianças, enquanto elas tomavam banho. O suspeito chegou a ser pego e interrogado pelo Detetive Christopher Ferreira, mas não compareceu à corte no dia marcado. Cláudio é acusado de cometer abuso sexual infantil.
A polícia não tem certeza se Cláudio deixou o país e emitiu uma ordem de prisão contra ele. Em janeiro último, o brasileiro negou as acusações. “Neste momento sou inocente, e é realmente uma falsa acusação”, disse ele, que trabalhava como diretor de um acampamento de verão.
Falando do caso pela primeira vez, Marchel, mãe de um garoto que na época tinha 6 anos, disse que chorou durante meses. “Que tipo de efeitos a longo prazo isto terá nele (meu filho)? Ninguém sabe. Não sei como ele passou despercebido, mas ele conseguiu”, desabafou Marchel, disposta agora a distribuir panfletos para que Cláudio seja capturado.
O garoto frequenta atualmente sessões de terapia. Ele contou à mãe que foi tocado nas partes íntimas enquanto tomava banho depois da natação. Segundo a criança, Cláudio segurou os braços dela. De acordo com o boletim de ocorrência, o fato teria acontecido durante o verão de 2009.
Defesa
No interrogatório feito pelos detetives, em agosto do ano passado, o brasileiro negou ter acariciado as crianças durante o banho. “Se ele tocou alguém foi para fazê-los se comportar mas ‘não de uma forma sexual’”, diz o boletim de ocorrência, reproduzindo as palavras do acusado.
No mesmo mês, Cláudio foi suspenso do YMCA e o caso comunicado aos Serviços de Proteção à Criança (CPS, em inglês). Mas o próprio YMCA admitiu que os pais das crianças não haviam sido comunicados meses depois da ocorrência.
Detetives responsáveis pelo caso teriam dito para os funcionários do YMCA e para o CPS manterem a calma, assim os pais não fariam alarme, o que poderia atrapalhar as investigações. Segundo a investigação, é preciso que as crianças primeiramente sejam entrevistadas por especialistas com técnicas forenses, pois o questionamento dos pais poderia criar, inadvertidamente, alguma impressão falsa.
O boletim de ocorrência registrou ainda que uma garota e a amiga dela teriam sido acariciadas pelo brasileiro. A menina disse para a mãe que ficou com medo de denunciar. Para um funcionário do CPS, a garota de 10 anos disse que Cláudio “enfiou a mão sob as nádegas dela e tocou a área genital, debaixo das roupas”. O fato teria ocorrido entre junho e julho. Segundo a suposta vítima, ela e a amiga estavam sentadas à mesa, onde Cláudio jogava cartas. Depois de ser tocada por 10 a 15 segundos, a garota levantou e foi embora.
A mãe da menina supostamente abusada não sabia. Tudo o que ela ouviu da filha é que o conselheiro a deixou “desconfortável”. Mas a mãe da amiga sabia do fato.