Danbury, CT - Thursday, March 11 2010
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Polícia de Yarmouth tenta reaproximação com os imigrantes

Ações foram tomadas depois da trágica morte de André Martins.

Reprodução Cape Cod Times
Alice Kirkman toca com o seu grupo Explicit Noise durante o festival.

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Com o objetivo de se aproximar da comunidade imigrante, a cidade de Yarmouth, Massachusetts, iniciou o evento intitulado “Celebrating Our Immigrant Communities”. A celebração encerra na quarta-feira (15) e contou com a participação da comissão local de direitos humanos.

Segundo o Cape Cod Times, o evento abriu com um piquenique na Reserva de Waquoit Bay em Falmouth. Com a colaboração de líderes brasileiros e da Comissão de Direitos Humanos do Condado de Barnstable a polícia realizou um open house para os imigrantes na delegacia de West Yarmouth.

Vários eventos foram patrocinados pelo Centro do Imigrante de Cape Cod, pelo grupo No Place to Hate e pela comissão de direitos humanos. Na opinião da brasileira Connie Souza, membro do Serviço Social Católico de Hyannis, a polícia está tentando entender a cultura brasileira e ensinar nosso povo a respeito da cultura americana, bem como mostrar o que é o trabalho dela.

Para Jacqueline Fields, presidente do painel de direitos humanos, o evento é um dos mais animados já ocorridos em Cape Cod. Ainda segundo ela, Cape Cod pode se tornar “uma região metropolitana onde a diversidade é apreciada” a partir da celebração anual dos imigrantes, pelo segundo ano.

Conquistando a confiança dos imigrantes
Segundo o Chefe de Polícia de Yarmouth, Michael Almonte, o principal objetivo é que a comunidade imigrante e os policiais se conheçam mais. A preocupação de Almonte faz sentido. Desde a morte do paranaense André Martins, 25, durante uma perseguição policial ocorrida há quase um ano, os imigrantes ficaram divididos quanto ao verdadeiro trabalho da polícia.

O brasileiro foi morto a tiros pelo policial Christopher Van Ness. A investigação concluiu que o policial teve razão em atirar por temer pela própria vida. A morte de André causou grande repercussão tanto nos EUA quanto no Brasil.

Ainda segundo o chefe de polícia, o ano passado foi marcado por reuniões realizadas quase todos os meses entre a comunidade brasileira, a comissão de direitos humanos e a polícia de Yarmouth, os quais culminaram com o open house.

Depois da trágica morte do brasileiro, Almonte fixou quatro objetivos: melhorar a comunicação entre os imigrantes e a polícia, levar pelo menos um brasileiro para conhecer a academia de polícia, desenvolver um panfleto em português explicando os direitos dos imigrantes e abrir as portas para a comunidade.

“O que me motivou a fazer isto foi quando ouvi que uma comunidade local e de outras cidades temiam a polícia de Yarmouth”, disse Almonte, que está satisfeito com o trabalho feito no ano passado, mas acha que ainda é preciso mais.

Outros folhetos multilingues serão emitidos abordando assuntos como violência doméstica, vigilância sobre o crime e dicas do que fazer quando alguém é vítima de um crime. Apesar de muitos imigrantes ainda terem medo da polícia, os defensores dos imigrantes acreditam que as iniciativas da polícia de Yarmouth caminham na direção certa.

Da redação
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