O último final de semana na cidade de Danbury tinha tudo para ser uma grande noite, afinal, quem estava comandando a festa no Tuxedo não era nada menos do que o Barão Vermelho, a famosa banda do falecido Cazuza. Mas o que se seguiu na noite do último domingo foi um misto de revolta e humilhação para muitas pessoas. A princípio, o evento de Danbury estava sendo produzido pela Karol’s Production, da produtora Karolina Oliveira, mas segundo informações obtidas pela redação, a produtora Karine, da Brazilian Concert, de Massachusetts, responsável pela vinda do Barão Vermelho aos Estados Unidos, comandou a noite com mão de ferro causando revolta em diversas pessoas. A repentina mudança na organização produziu uma das mais chocantes cenas num show na cidade de Danbury. Enquanto a banda tocava dentro da casa de shows, dezenas de pessoas, entre repórteres, fotógrafos, convidados e até patrocinadores, foram impedidos de entrar no local do evento, apesar de todos estarem munidos de credenciais fornecidas pela Karol’s Productions. O confusão começou antes mesmo que as portas fossem abertas ao público. Apesar da ampla divulgação na imprensa, a banda Mojo, que estava escalada para abrir o show, simplesmente foi impedida de passar o som pois ninguém sabia que eles iriam tocar naquela noite. Segundo Alex Piovezan, vocalista da banda Mojo e proprietário do site PixLog.net, o empresário do Barão Vermelho e a produtora do evento, que substituiu a Karol’s Production, não tinham a menor idéia de que uma banda local iria tocar naquela noite. “Foi revoltante. Nós simplesmente fomos impedidos de ficar no local”, disse Alex revoltado. “Tanto eu como o Paulo, baterista da banda, havíamos feito ampla divulgação do evento, que para nós seria da maior importância”, disse. A própria banda Mojo pagou para que diversos cartazes e planfetos fossem espalhados por diversas cidades anunciando o evento. O site PixLogo.net, escalou vários fotógrafos para fazer a cobertura do evento. Todos foram impedidos de entrar além de sofrerem humilhação por parte dos seguranças e produtores do evento. Leonardo Trotta saiu da cidade vizinha de Bridgeport especialmente para tirar fotos para o PixLog.net. Ele, juntamente com outros fotógrafos de New Jersey e Massachusetts, foram expulsos, mesmo portando as credencias fornecidas pela Karol’s Production. “Tentamos mostrar que estávamos credenciados e a trabalho. Eles disseram que as credenciais não tinham nenhum valor e nos forçaram a deixar o local tomando as nossas credenciais”, disse Leonardo ao Comunidade News. Uma tentativa de chamar a polícia e prestar uma queixa formal quase terminou em prisão para Leonardo e seus amigos. “Nós chamamos a polícia pois considerávamos um absurdo tudo aquilo. Mas quando os policiais chegaram ao local, eles disseram que não havia motivos para fazer uma ocorrência. Desistimos então de ficar lá e resolvemos ir embora. Quando nos dirigimos ao estacionamento, onde estavam nossos carros, os mesmos policiais que se recusaram a fazer a ocorrência, nos fecharam com duas viaturas e nos pediram os documentos”, disse. “Parecia que eles queriam encontrar algum motivo para nos prender pois eu acho que eles eram amigos dos donos do local”, especulou Leonardo que disse ter sido a primeira e última vez em que comparece a um evento em Danbury. Assim como eles, diversas pessoas que receberam a mesma credencial tentavam entrar a todo custo no evento e foram igualmente expulsas. Segundo Rose Freire, que alugou a casa para a Karol’s Production, a culpa de toda a confusão teria sido da Karine, que desfez quase tudo que estava acertado pela Karoline. A reportagem deixou diversos recados na secretária da Karol’s Production. Até o fechamento desta edição, nenhuma ligação foi retornada para comentários.
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