Um projeto voltado ao mesmo tempo para os imigrantes e para a questão ambiental tem a participação de uma ONG brasileira. A Cidadão Global está unindo forças com outras organizações, a fim de proporcionar bem-estar a diversos imigrantes.
Comandada por Ramona Ortega, 35, a Cidadão Global pretende construir um centro comunitário voltado para os imigrantes. O projeto contará também com um jardim. Neste mês de setembro, a ONG submete a proposta ao Greening Western Queens Fund.
A fundadora da Cidadão Global explicou que o espaço terá atividades como programas contra a obesidade, aulas de ESL (sigla para Inglês como Segunda Língua) e encontros comunitários. “É um lugar central para as pessoas poderem encontrar a Cidadão Global e também atividades ‘verdes’”, disse ela, referindo-se a atividades em contato com a natureza.
A idéia do centro comunitário e do jardim é da Cidadão Global. Vai beneficiar brasileiros e também outros imigrantes. A ONG brasileira trabalhará em parceria com outras organizações. Segundo Ramona, a proposta original da fundação encarregada da verba era de plantar árvores, mas a fundadora da Cidadão Global achou que um centro comunitário com um jardim seria mais viável para os imigrantes.
Beneficiando comunidades
“Este pode ser um projeto nosso, que dá à Cidadão Global um espaço permanente e um espaço verde para toda a comunidade”.
A quantia total de $7.9 milhões será distribuída pela North Star Fund. O dinheiro veio de um processo judicial de moradores do Queens, que esperaram cerca de uma semana para ter as luzes ligadas depois de um blackout, ocorrido no ano de 2006. O fundo vai beneficiar comunidades de Long Island City,Woodside, Sunnyside e Astória, que também foram afetadas pelo blackout. A Cidadão Global estima que serão gastos $500,000 nos próximos três ou quatro anos para a construção do centro comunitário.
Luna Ranjit, diretora executiva da Adhikaar, organização de Woodside que atende a imigrantes do Nepal, está em negociação com Ramona para um trabalho conjunto.