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Reprodução
Foto de dezembro de 2008, quando Kleper sofreu outro grave acidente de moto. Quadro atual apresenta melhoras, apesar de ainda ser crítico.
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O estado de saúde de Kleper Martins, 34, melhora a cada dia. Ele sofreu um grave acidente de moto no último domingo de agosto em Stanfordville (NY) e está internado no Westchester Hospital. Segundo o boletim médico, ele não corre mais o risco de ter a perna amputada.
O brasileiro, residente em Brookfield (CT), chegou a ter somente 25% de chances de sobreviver quando entrou para a sala de cirurgia, no dia do acidente. Segundo informações dos médicos, a perna dele não está quebrada. O vaso que leva sangue até as pernas, e que foi atingido por um pedaço da cerca de madeira, foi operado no dia do acidente, mas segundo os médicos, não necessita de mais cirurgias. Ainda de acordo com o corpo médico, não há sangue coagulado, mas Kleper pode ter perda parcial nos movimentos das pernas.
O orifício da cabeça, que sangrava até cerca de uma semana, está fechando aos poucos, conforme esperado pelos médicos. O brasileiro deve sofrer uma cirurgia no osso da bochecha na terça-feira (7). Ele quebrou também o osso ao redor dos olhos e o maxilar.
Natural de Assis Chateaubriand (PR), Kleper é apaixonado por motos. Em 2008, sofreu outro grave acidente praticando motocross, sendo obrigado a abandonar o esporte. Como alternativa para fazer o que mais gosta, adotou a moto de rua.
Até a quinta-feira (2), o paranaense havia sofrido quatro transfusões de sangue. Segundo os médicos, o nível de células sanguíneas subiu de 22% para 29,8%, considerado próximo ao nível normal para uma pessoa da idade do paciente. O orifício aberto na perna machucada pela cerca ganhou um dreno. Um pedaço de madeira foi removido do local. O brasileiro teve febre alta devido à infecção, mas a temperatura baixou depois que foi realizada assepsia. Assim que a infecção for curada, o paciente será tratado com antibióticos.
Melhora significativa
Apesar de não estar mais em coma induzido, Kleper é obrigado a tomar o phetanol, analgésico mais forte do que a morfina. O medicamento o faz acordar de repente, muito assustado e com vontade de remover os tubos. Os médicos já falaram em sedá-lo com analgésicos mais fracos, para que ele acorde de forma mais tranquila. Sinais como apertar as mãos das pessoas e abrir os olhos indicam que o paciente não teve danos cerebrais, mas os médicos precisaram amarrar os braços dele devido à insistência de Kleper em remover o tubo de oxigênio do nariz. O tubo deve ser removido logo depois da cirurgia facial.
Através de sinais de sim ou não com a cabeça, Kleper consegue informar as enfermeiras e médicos sobre o nível das dores. Ele se queixou de dor durante a assepsia na perna.
De acordo com uma das enfermeiras, o quadro clínico do brasileiro melhora a cada dia. Segundo ela, ele sorriu ao ouvir algo sobre a família e chorou quando soube que a família e os amigos estão preocupados. Apesar do quadro ainda requerer cuidados, a enfermeira disse que ele pode sair da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ir para a sala de recuperação dentro de aproximadamente duas semanas.
O acidente que deixou Kleper em estado grave teria acontecido depois que ele passou direto em uma curva e foi arremessado contra uma cerca de madeira. O brasileiro foi levado de helicóptero para o centro traumático do Westchester Hospital.