O brasileiro Luiz Scavone, acusado de abuso sexual de uma menina de 15 anos a bordo do cruzeiro Royal Caribbean, se declarou inocente das acusações durante audiência realizada no dia 30 de janeiro, em Fort Lauderdale, FL.
Apesar do brasileiro estar como turista no país, o juiz John Hurley pediu ao Departamento de Imigração que também entrasse com um pedido de prisão, o que impossibilita Scavone de requerer fiança. Hurley diz que teme pela fuga do brasileiro, caso fosse liberado da prisão.
O paranaense Giovani Scavone, de 15 anos, que também está sendo acusado do mesmo crime juntamente com Luiz, foi liberado da prisão pelo juiz de uma corte de Broward, após ter cumprido o prazo máximo de detenção de um menor de idade nos EUA (21 dias). Agora, ele foi contatado pelo Serviço de Imigração dos EUA e deve reportar-se aos seus agentes até que chegue o dia do julgamento, marcado para o dia 21 de fevereiro.
Na ocasião, a Promotoria Pública tentará fazer com que Giovani Scavone seja condenado e cumpra a pena aqui nos EUA, enquanto seu advogado procurará mostrar que o menino é inocente da acusação de ter estuprado uma garota americana de 15 anos durante um cruzeiro pelo Caribe a bordo do navio Allure of the Seas, da Royal Caribbean, juntamente com o paulista Luiz Scavone, de 20 anos de idade, que continua preso após o juíz ter-se negado a conceder a fiança. Ele também aguarda julgamento.
Fontes do Consulado Geral do Brasil em Miami revelaram que a família do menor comentou que o exame de corpo de delito na jovem americana não registrou nenhuma violência. Diante disto, os familiares de Giovani Scavone estão esperançosos de que ele seja absolvido e liberado para voltar ao Brasil o mais rápido possível.