Danbury, CT - Wednesday, February 22 2012
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Justiça dos Estados Unidos condena tesoureira da Igreja Universal do Reino de Deus

A Justiça de NY condenou Regina da Silva, tesoureira da Igreja Universal, pelo crime de apresentação de documentos falsos para a obtenção de 11 empréstimos

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Regina da Silva, em foto de 2010, quando foi presa e liberada sob pagamento de fiança.

Regina da Silva, em foto de 2010, quando foi presa e liberada sob pagamento de fiança.

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A Justiça de Nova York condenou nesta quarta-feira Regina da Silva, tesoureira da Igreja Universal do Reino de Deus nos Estados Unidos, pelo crime de apresentação de documentos falsos para a obtenção de 11 empréstimos hipotecários no valor de US$ 22 milhões. A tesoureira, que era acusada também de apropriação indébita, falso testemunho e montagem de esquema fraudulento (semelhante ao crime de formação de quadrilha no Código Penal brasileiro), saiu sorridente do tribunal da Suprema Corte de Nova York, em Manhattan.

A Promotoria do Estado de Nova York acusava a tesoureira da Igreja Universal de fraudes para obter empréstimos hipotecários, junto ao Signature Bank, de valor total superior a US$ 22 milhões, entre 2006 e 2008. O período corresponde ao auge da farra das hipotecas subprime, que precedeu a atual crise econômica nos EUA, e os pré-requisitos para a concessão de empréstimos eram baixíssimos.

Em 22 de novembro de 2011, Regina, de 43 anos, reconheceu a autoria do crime de apresentação de documentos falsos, pelo qual foi sentenciada nesta quarta-feira a um regime de liberdade condicional que se estenderá por três anos. Durante esse período, ela estará sujeita à revisão da sentença, caso se envolva em novas denúncias.

A Promotoria do Estado de Nova York teria feito um acordo verbal com a defesa de Regina para que ela reconhecesse ao menos um dos crimes, mas isso não foi confirmado oficialmente. A Promotoria preferiu não se manifestar tampouco sobre a possibilidade de continuar investigando a tesoureira.

Regina, que teve o passaporte apreendido em julho de 2010 e foi impedida de deixar o país durante o decorrer do processo, poderá a partir de agora viajar para o Brasil, se desejar. A sentença, assinada pelo juiz Richard Carruthers, da Suprema Corte do Estado de Nova York, não restringe o direito de ir e vir, mas Regina da Silva terá que reportar seus passos à Justiça americana.

Segundo as investigações da Promotoria, liderada por Cyrus Vance Jr., Regina falsificou atas de assembleias de fiéis das filiais da Igreja Universal nos distritos do Brooklyn e do Queens, em Nova York. Maior grupo neopentecostal do Brasil, a Universal está disseminada nos EUA e em mais de 180 países de Américas, Europa, África e Ásia.

Nas assembleias em Nova York, os fiéis teriam, supostamente, endossado os pedidos de empréstimos milionários. O advogado que representou Regina da Silva no caso, Andrew Lankler, não quis comentar a sentença nesta quarta-feira. Procurado mais tarde em seu escritório, Lankler não estava disponível para entrevistas. Em 2010, em entrevista ao jornal local “New York Post”, ele argumentou que quem havia se beneficiado com as transações não fora sua cliente, mas, sim, a Igreja Universal.

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