|
Reprodução
Fabiana Bitencourt chega à Corte para o seu testemunho.Josh Reynolds for The Boston Globe
Lorraine Henderson disse que pensou em demitir a brasileira.
Últimas em Local
-
Brasileiro cofundador do Facebook renuncia à cidadania dos EUA para pagar menos taxas
-
Brasileira atropela e mata idoso em Massachusetts
-
Um dia indocumentado, jovem hoje faz estágio no Congresso norte-americano
-
Advogados de brasileiro acusado de assassinato pedem isolamento de jurados
-
Brasileiro que ficou paralítico corre risco de ir para a cadeia
Mais lidas em Local:
-
Au pair brasileira que ocultou morte do bebê se declara inocente
-
Cresce número de brasileiros voltando para o Brasil
-
Brasileira dá à luz e omite morte de criança na Pensilvânia
-
Adonai Moving quebra e deixa milhares de brasileiros no prejuízo nos EUA
-
Paulista morre em grave acidente de moto
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
Os jurados que estiveram na Corte Federal de Moakley em Boston, Massachusetts, na segunda-feira (22), consideraram crime o ato da ex-funcionária da imigração, Lorraine Henderson, 55. Ela incentivou a brasileira Fabiana Bitencourt, 31, a ficar no país, sabendo que a housecleaner não tem documentos legais.
De acordo com notícia publicada no The Boston Globe, a ré deixou a corte acompanhada por cerca de 10 pessoas, entre amigos e familiares. Sem comentar o veredito, Henderson se limitou a dizer que estava “pasma”. Também sem falar muito, Francis J. DiMento, advogado de defesa dela, desabafou. “Estou enojado”.
Na semana passada, Lorraine confessou ao júri que não acreditava ter feito algo errado. “Não pensei que tivéssemos a autoridade de perguntar se ela [Fabiana] era legal”. Incentivar ou motivar um imigrante indocumentado a ficar nos Estados Unidos é crime, mas contratá-lo para trabalhos domésticos ocasionais não é crime.
A acusada afirmou que não sabia que a housecleaner tinha pago $10,000 para atravessar a fronteira com o México para entrar nos EUA, no verão de 2001. Fabiana foi contratada para fazer limpezas para Henderson em março de 2004, no apartamento de dois quartos em um condomínio em Salem.
Prova do crime
A brasileira recebia $75 por limpeza. Os serviços foram realizados entre 2004 e 2008, cerca de duas vezes por semana. Henderson chegou a indicar a funcionária para uma vizinha e também colega de trabalho, a qual denunciou a acusada para os superiores. O fato gerou a investigação e posterior prisão da bem sucedida diretora da imigração.
Henderson foi presa há mais de um ano atrás, sob acusações federais e com uma suspensão sem direito a pagamento. Pelo cargo que previa a segurança nos portos de entrada em Boston, ela recebia a bagatela de $140,000 anuais.
Mesmo tendo trabalhado para Lorraine durante tantos anos, Fabiana concordou em ajudar nas investigações. No dia 9 de setembro de 2008, ela usou um microfone sob a roupa e pediu ajuda para a patroa. Na audiência ocorrida no início do mês, Fabiana declarou que havia dito para Lorraine que ela não tinha visto, quando entrou no país.
“Uau. Você não pode ir embora. Não vá ... porque uma vez que você sair do país, nunca voltará”, diz a mulher na gravação.
A sentença de Lorraine Henderson está agendada para o dia 17 de junho.