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Luiz Scavone comparece na corte diante do juiz Matthew Destry que negou fiança por temer que o acusado fuga para o Brasil.
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O juiz Matthew Destry negou, na última sexta-feira, 13, o pedido de fiança para o brasileiro Luiz Scavone, 20, acusado de abuso sexual de uma norte-americana de 15 a bordo do cruzeiro Allure of the Seas.
“Eu não acho que há qualquer disposição de prejulgamento de liberdade que eu posso definir que o impediria de deixar o país e nunca mais retornar”, disse o juiz acrescentando que o acusado tem alta probabilidade de fugir.
O juiz ouviu os argumentos da promotoria e da defesa sobre o acusado, que juntamente com seu irmão de 15 anos, é acusado de abuso sexual.
O irmão, de 15 anos, recebeu acusações como menor de idade.
Matthew Destry disse que teme que Scavone, que é filho de um advogado e uma psiquiatra, fuja para o Brasil se liberado da prisão.
“Aqui é o sul da Flórida”, disse ele. “Vamos encarar isso: se você quiser entrar em um barco rumo a América do Sul, isso pode acontecer, com ou sem passaporte. Não é muito difícil de fazer”.
Um caso recente ainda está na memória do juiz. O ex-policial deBoynton Beach David Britto, que fugiu para o Brasil antes de ser julgado da acusação de tráfico de drogas. O Brasil não mantém acordo de extradição com os Estados Unidos.
Scavone pode ser condenado até 15 anos de prisão caso for considerado culpado do crime de abuso sexual contra uma menor. Ele nega as acusações.
O advogado de defesa, David Raben, se negou a comentar a decisão do juiz, dizendo apenas que ele irá considerar apelar da decisão.
O promotor Dannis Siegel disse que Scavone tem dupla cidadania, brasileira e italiana e que entrou nos Estados Unidos sem necessidade de visto porque a Itália faz parte do programa Visa Waiver, que dispensa os cidadão italianos da necessidade de visto para entrar.
O advogado de defesa tentou argumentar que as autoridades federais poderiam trabalhar em conjunto com os promotores para ter certeza que Scavone permaneceria na Flórida para o julgamento. Os pais dele possuem uma casa no condado de Miami-Dade e que o acusado estaria sob prisão domiciliar usando uma tornozeleira de monitoramento.