Jim Rizoli, morador da cidade, disse que ficou surpreso com a natureza da cena que mostra uma mulher brasileira sendo estuprada e a falta de aviso por parte da produtora, sobre as características do filme. “Não houve nenhum tipo de informação a respeito”, disse Rizoli. “As pessoas deveriam ter sido avisadas antes do filme começar”, caracterizando a cena de estupro como pornografia. Ele afirmou ainda que, a despeito de outras pessoas terem gostado, ele e outros dois espectadores ficaram espantados. De qualquer maneira, o produtor executivo do filme afirmou que a idéia da cena foi retratar apenas os problemas de brasileiros imigrantes. Jaci Carminati disse que a cena está “longe de ser pornografia; é algo real e não teve o intuito desonesto, apenas a pura realidade”. O filme, co-escrito por Roberto, filho de Jaci Carminati, foi todo gravado em língua portuguesa e conta a história de duas famílias que atravessam a fronteira americana pelo México e chegam a Boston ilegalmente para começar uma nova vida. Na região, o filme foi exibido durante o fim de semana em Nevins Hall no prédio do memorial da cidade e, também em Somerville, Lowell, Boston, New York e várias faculdades no estado de Massachusetts. “No Brasil”, disse Jaci, “o filme foi classificado pela censura para crianças acima de 12 anos de idade”. “Isto mostra a realidade dos imigrantes brasileiros e como chegam aqui”...”como eles vivem e sofrem com a realidade”. Na cidade de Nevins Hall, famílias que chegavam com crianças para assistir o filme, foram avisadas verbalmente, e o filme exibido para 400 pessoas no sábado teve um público similar no domingo, 30 de janeiro. O diretor executivo afirmou que esta foi a primeira reclamação que a produção recebeu. Uma das responsáveis pela seleção do filme para exibição na cidade, afirmou que recebeu ligações com reclamações e ficou preocupada e, um dos administradores da cidade, que é responsável pelo aluguel do espaço onde o filme foi exibido, afirmou que a responsabilidade foi assumida pelos selecionadores. “Este assunto nos levará a futuras discussões, se for verdade que o filme exibe cenas de caráter sexual”, disse Ginger Esty que não assistiu a produção brasileira antes da exibição ao público.”Aparentemente ninguém da cidade viu o filme antes da liberação pública e pode ser que seja melhor ser exibido em outras jurisdições”, afirmou. O filme voltará a ser exibido hoje, segunda-feira 31 de janeiro, às 8:30 da noite.
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