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Avó, padrastro e advogado da família do menino Sean Goldman durante entrevista à rede de TV CBS nos Estados Unidos.
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O caso Sean Goldman, 9, continua causando polêmica. O garoto americano que foi levado ao Brasil pela mãe, Bruna Bianchi, disse que não quer voltar para os EUA. A mãe e o segundo marido da brasileira estiveram no país e concederam uma entrevista para o The Early Show, da rede CBS.
Há cinco anos, o pai de Sean, David Goldman, trava uma batalha judicial para ter o filho de volta. Ele chegou a ter contato com a criança no Brasil, mas ainda não realizou o desejo de ter Sean junto dele.
Na edição do The Early Show do dia 23 último, a mãe de Bruna, Silvana Bianchi, disse que o neto quer ficar no Brasil. A avó de Sean disse ainda que o pai biológico do garoto pode visitá-lo quantas vezes ele quiser. O padrasto do menino, João Paulo Lins e Silva, disse que ama Sean como se fosse o próprio filho. “Sean passou 60% da vida dele no Brasil. É neste lugar que ele se sente seguro, protegido, amado”, disse ele.
O advogado fez questão de dizer que não existe diferença para ele entre Sean e Kara, a filha que teve com Bruna. O garoto expressou a vontade de ficar no Brasil, segundo ele.
A batalha pela custódia de Sean data de 2004, quando Bruna foi de férias para o Brasil e levou o filho. Por telefone, disse a David que não voltaria mais e queria se divorciar. Ela se divorciou e casou com o advogado João Paulo, de quem engravidou. Bruna morreu no ano passado, enquanto dava luz à filha.
Problemas matrimoniais
Segundo Silvana, a filha estava infeliz no casamento: trabalhava demais e sustentava a família, não tinha tempo para o bebê e não havia amor. Além disso, Bruna contou à mãe que ela e David brigavam muito e dormiam em quartos separados. Ainda de acordo com Silvana, Bruna tentou salvar o casamento várias vezes, e estava muito estressada, quando voltou ao Brasil. Mas Goldman afirmou que o casamento estava indo bem.
Silvana afirmou que no início David ligava muito para Sean, mas que as ligações foram diminuindo. O pai também costumava enviar cartões de Valentine’s Day e de aniversário ao filho. Porém, de acordo com Silvana, o ex-genro nunca pediu permissão a um juiz para visitar o menino. Ela disse que David nunca foi impedido de ver o filho.
Segundo o advogado da família de Bruna, Sérgio Tostes, não houve sequestro neste caso. Ele disse que vai continuar lutando para que Sean fique no Brasil.
O Brasil é acusado de estar violando a Convenção de Haia. Segundo o tratado, do qual o Brasil e os EUA fazem parte, toda a criança que for sequestrada deve ser levada de volta ao país de origem.
O caso Sean Goldman atingiu os mais altos níveis do sistema legal brasileiro e da diplomacia americana. Muitas pessoas protestaram nos Estados Unidos. Os cartazes diziam “Traga Sean para casa”.
No dia 9 de fevereiro último, David pôde abraçar o filho pela primeira vez, depois que ele foi embora. Ele estava acompanhado do deputado Chris Smith de New Jersey, estado onde David e Bruna viviam.