Danbury, CT - Monday, February 08 2010
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Desaparecimento de brasileira em Nova Iorque continua um mistério

A falta de notícias num período de seis meses, tem levado a família de Patrícia Freire Quixadá a temer o pior. Ela residia em Nova Iorque com amigas, mas ninguém sabe o paradeiro dela.

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A carioca Patrícia Freire Quixadá, 30, está desaparecida desde outubro de 2006. Ela morava em Nova Iorque desde 2001. As mensagens deixadas no celular da brasileira não têm sido retornadas, para desespero dos pais, que moram no Brasil. De acordo com o pai de Patrícia, Adolfo Freire, a filha pode estar nas Bahamas. Isto porque ligações feitas para o telefone de Patrícia, em 14 e 18 de março, mostram o referido país na conta telefônica. “Ela já esteve lá, há cerca de dois anos, e ficou encantada com o país”, afirmou Adolfo. A mãe, Graça Freire, disse que Patrícia trabalhava num restaurante, e eventualmente como baby-sitter ou cuidando de idosos. “Não sei o que aconteceu, mas acho que ela está bem”, disse Graça. Patrícia costumava freqüentar a Churrascaria Porcão, onde disseram que ela também não foi mais vista. Contatos esporádicos e hipóteses Certa vez, a brasileira deixou de contatar os pais durante dois meses. “Era comum ela sumir por um mês e meio. Dizia que trabalhava e viajava muito”, disse Adolfo. Segundo os pais, Patrícia era muito calada, muitas vezes “desconversando” sobre o tipo de trabalho que fazia nos Estados Unidos. O pai tem muitas hipóteses sobre o desaparecimento da filha. “Acho que ela está sendo coagida”. Adolfo desconfia que a filha não queria falar o tipo de trabalho que fazia. “Mas não era nada ilegal”. Adolfo e Graça ainda não acionaram a Interpol, mas autorizaram outra brasileira a tomar providências nos Estados Unidos. Ana Beatriz San Martin, que conhece os pais de Patrícia, é quem está encarregada de acionar a polícia dos Estados Unidos e o Consulado Brasileiro em Nova Iorque. Ela iria no prédio onde Patrícia morava, na 51st West, para buscar mais informações. Americana misteriosa A brasileira Gilssara Lemos conhece Patrícia desde 2001. Muito amigas, costumavam se falar por telefone, mas perderam o contato há cerca de um ano. Ela afirmou que Patrícia foi dançarina em Long Island, e confirmou que ela trabalhou como garçonete em Nova Iorque. “Ela era muito tranqüila, calma, quietinha”. Patrícia estava acompanhada por uma americana, quando Gilssara a viu pela última vez, há aproximadamente dois anos. Gilssara teria tentado ligar para Patrícia, mas foi impedida de falar com ela. “Esta mulher não deixava mais a Patrícia atender o telefone”. Poucas informações Membros da Igreja Universal do Reino de Deus de Nova Iorque, mesma igreja freqüentada pelos pais de Patrícia no Brasil, estiveram no prédio onde ela morava. Não conseguiram entrar no quarto da brasileira, então deixaram um bilhete. Acompanhada do marido, Ana Beatriz também já esteve no prédio. Foram atendidos por um rapaz que tem fotos de outras meninas gravadas no celular. Nenhuma delas foi reconhecida por Ana Beatriz e o marido como Patrícia. Qualquer informação sobre o paradeiro de Patrícia Freire Quixadá deve ser comunicada ao telefone (973) 202-0171.

Por: Angela Schreiber
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