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Alfredo Oliveira durante o julgamento onde foi condenado a passar o resto da vida na prisão.Reprodução
Jackeline de Melo foi morta a facadas.
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Terminou na sexta-feira, 17, o julgamento do brasileiro Alfredo Oliveira, 40, em Deerfield Beach, Flórida. Ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da também brasileira Jackeline de Melo em 2006.
Jackeline foi morta a facadas depois que Oliveira tentou reatar um relacionamento amoroso.
Oliveira mal levantou sua cabeça durante o anúncio da sentença em frente a juíza Ilona Holmes, nem mesmo quando a irmã da vítima testemunhou, rejeitando as desculpas do acusado e pedindo a juíza que tivesse a mesma compaixão que ele teve de sua irmã.
Jackeline foi esfaqueada 32 vezes, de acordo com o promotor Alberto Ribas. Dez das feridas foram provocadas quando a vítima tentou se defender. Oliveira teve que trocar de faca porque a primeira quebrou durante o ataque.
“Nunca em nossos pesadelos nós poderíamos imaginar estar nesta corte, a três metros do covarde que decidiu acabar com a vida dela”, disse Aline de Melo, a única pessoa da família que falou durante o julgamento. “Ele nem mesmo tem a decência de levantar a cabeça e olhar em nossos olhos. Covarde”.
Oliveira tinha se declarado culpado no dia 31 de janeiro de assassinato em segundo grau. O advogado de defesa George Reres o retratou como um cristão em conflito que sabia o caminho correto, mas que vacilou quando Jackeline disse a ele que o relacionamento não tinha mais futuro.
“Não tem desculpas para o que ele fez”, disse Reres. “Ele perdeu completamente o controle e cometeu um assassinato terrível.
Reres disse que seu cliente recebeu a vítima em sua casa durante seu último ano de vida após ela ter fugido da casa de seus pais em Boca Raton, FL. Apesar de estar com 16 anos na época, ela disse a ele que era mais velha. Ele não notou que ela era menor de idade até o momento que ela voltou para a casa dos pais, menos de um mês antes do crime.
Quando ele soube que Jackeline era menor de idade, Oliveira procurou o pastor Anderson Barbosa para aconselhamento. Barbosa testemunhou que ele tentou guiar Oliveira para fora do relacionamento.
“Eu disse a ele que ela não era a única garota no mundo”, disse Barbosa.
Mas ele também disse que Oliveira nunca compareceu aos cultos.
No dia do crime, Oliveira levou Jackeline de carro até a casa de uma de suas amigas, disseram os advogados. Mais tarde ele voltou a casa e olhou pela janela e viu Jackeline com um amigo.
Ele questionou ela mais tarde no apartamento em Deerfield Beach e então a matou quando ela disse que o relacionamento havia acabado.
No lado de fora do tribunal, o pai de Jackeline, Joaquim de Melo, estava feliz com a sentença. “Ele teve o que mereceu. Eu espero que ele apodreça na cadeia”.