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Cortesia: Brazilian Voice
Cristina Oliveira foi esfaqueada em 2008 pelo ex-marido Vanderlei Rocha. Brasileiro fugiu para Governador Valadares antes de ser preso pela polícia.Cortesia: Brazilian Voice
Cristina sofreu agressão física do ex-marido durante anos.
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Uma vítima de violência doméstica em Newark, New Jersey, conseguiu o que parecia impossível. Cristina Oliveira, 35, sobreviveu à terrível violência cometida pelo ex-marido, Vanderlei Rocha de Oliveira, 37, e reconstituiu partes do corpo com uma cirurgia plástica.
De acordo com o jornal Brazilian Voice, a valadarense foi agredida em 13 de outubro de 2008. A vítima estava em processo de divórcio por causa de outros episódios de violência. A Corte já havia emitido uma Restraining Order (ordem de afastamento) contra Vanderlei, para mantê-lo afastado dela e dos três filhos do casal. “Ele tentou se aproximar de várias formas, mas como a gente evitou, na noite de 13 de outubro de 2008, ele entrou em casa às 3 horas da manhã, comigo e meu filho caçula dormindo”, contou a brasileira.
A vítima dormia com o filho caçula, L.O. Segundo ela, Vanderlei segurava um dos braços e tampava a boca dela, enquanto furava o corpo da ex-mulher. O garoto acordou e gritou por socorro. J.O., o filho mais velho, então com 16 anos, ficou surpreso ao ver que quem tentava matar a mãe era o próprio pai. Ameaçado por J.O. com uma faca maior do que a usada, Vanderlei pediu para não ser agredido. Quando a polícia chegou o brasileiro já havia fugido.
Cristina deu entrada no Hospital Universitário de New Jersey inconsciente. Ela teve um total de 7 facadas, distribuídas pelo umbigo, pulmão direito, costas, coxa, braço e axilas, além de ter o lábio cortado. Depois de 13 dias em estado grave, a mineira foi para um abrigo em New Jersey com os três filhos. A família ficou no local por 11 meses. À medida que os ferimentos cicatrizavam, Cristina percebia que o lado direito do corpo dela havia sido desfigurado.
Reconstruindo a vida
Sem poder levantar da cama por 2 meses, Cristina ficou com um grande buraco no estômago e com o umbigo deformado, além de uma hérnia que precisava ser retirada com urgência. Em busca de um cirurgião plástico, acabou encontrando o Dr. Joseph Racanelli, especialista em plástica e reconstruções. O Crime Victims Board, órgão do governo que ajuda vítimas de crimes violentos, patrocinou grande parte da cirurgia. O médico ofereceu os serviços ‘pro bono’ – sem custo nenhum. Segundo o Dr. Racanelli, o preço médio de uma cirurgia deste porte seria de $30 mil.
Aos poucos a brasileira vai se recuperando das profundas marcas físicas e psicológicas deixadas pelo agressor. Segundo Cristina, o ex-marido conseguiu fugir para o Brasil e está atualmente em Governador Valadares, desfrutando de tranquilidade. Em forma de grito de alerta, Cristina aconselha as vítimas de violência doméstica a não ficarem caladas. “Quem me viu no hospital, não diria que eu estaria viva. Os médicos não deram esperança nenhuma”.
Depois de tudo o que passou, a brasileira reconhece que não devia ter deixado as coisas irem tão longe. “Se eu tivesse tido maturidade mais cedo, eu teria me divorciado há mais tempo, não teria esperado a violência chegar ao ponto que chegou. Para aqueles que passam por isso, não aceitem porque não é bom, não melhora, a tendência é piorar. Você deixa de viver a sua vida para viver a vida do outro, porque você se anula com medo de uma reação violenta por parte de outra pessoa”.