Danbury, CT - Wednesday, May 23 2012
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Carioca morre ao cair de telhado. Empresa não tinha licença para operar

Francisco trabalhava na reforma do telhado de um grande condomínio quando caiu.

Reprodução
O trabalhador Francisco Amaral tinha 46 anos.

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Menos de dois meses após a morte de Sebastião Neto em um acidente de trabalho em Bridgeport, CT, outro brasileiro também residente da mesma cidade morreu na terça-feira, 14, depois de cair do telhado onde trabalhava.

Francisco Fonseca Amaral, 46, trabalhava para a empresa J.C. Silva Remodeling Services, de propriedade de Júlio da Silva, na substituição do telhado de um condomínio Sunwood na cidade de Shelton, CT. Segundo as autoridades, Amaral caiu de uma altura de 12 metros na tarde da última terça-feira.

Os brasileiros que trabalhavam com Amaral ligaram imediatamente para o 911, serviço de emergência. Quando os paramédicos chegaram ao local, encontraram Amaral deitado no chão desacordado. Ele foi levado para o hospital de Bridgeport onde mais tarde foi pronunciado morto. Ele deixa esposa e duas filhas.

Segundo Angie Martinez, representante da Secretaria do Estado que cuida de informações aos consumidores, a empresa J.C. Silva Remodeling Services estava trabalhando com sua licença vencida desde novembro de 2011. Segundo as autoridades, Júlio da Silva não renovou a licença, continuando a operar de forma irregular.

De acordo com um porta-voz da Divisão do Departamento de Remodelação, uma empresa que opera sem a licença está cometendo uma violação civil correspondente a dirigir um veículo sem registro. “É ilegal”, disse.

Não existe, até o momento, nenhuma reclamação contra a empresa nos registros públicos.

Agentes do Departamento de Segurança Ocupacional e Administração de Saúde (OSHA sigla em inglês) estão investigando o acidente para deteminar se houve qualquer violação no local de trabalho. A polícia também está conduzindo uma investigação.

Ted Fitzgerald, porta-voz da OSHA, disse que não há como dizer quanto tempo a investigação irá levar, mas que a lei determina um período máximo de 180 dias.

No website da empresa County Management Services, que gerencia o condomínio Sunwood, há a informação de que o complexo está passando por uma grande renovação nos telhados e na pintura.

Gary Knauf, da County Management em Trumbull, CT, recusou a comentar o acidente se limitando a dizer que “isso é um infeliz acidente e que a polícia ainda está investigando”. Ele ainda disse que este foi o primeiro acidente que acontece desde que a renovação do complexo teve início.

O corpo foi velado na casa funerária Luz de Paz em Bridgeport na última sexta-feira, 17. O corpo será enviado para o Brasil onde será enterrado.

Da redação do Comunidade News
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