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Membros da Central dos Trabalhadores Imigrantes de Massachusetts que coordenaram a reunião de levantamento de sugestões para o comitê da candidata Dilma Rousseff.
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A Central dos Trabalhadores Imigrantes Brasileiros (CTIB) de Massachusetts realizou na noite da quarta-feira (18) um círculo de debates. O objetivo do encontro foi o de colher propostas da comunidade para serem incorporadas no programa de governo da presidenciável Dilma Rousseff.
Todas as propostas serão levadas até a equipe da campanha presidencial da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), para que sejam levantadas as reais necessidades dos brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
A reunião no CTIB teve a presença de líderes religiosos, comerciantes e jovens. O mesmo encontro já aconteceu em Los Angeles (CA), Nova Iorque, Flórida e Rhode Island. Segundo Cláudia Tamsky, presidente do Núcleo do PT nos Estados Unidos, os presentes questionaram se a maioria das reivindicações, que não foram poucas, seria atendida. De acordo com ela, os presentes concluíram que deve ser criada uma secretaria para gerenciar estas reivindicações.
Segundo Cláudia, esta secretaria não seria subordinada ao Itamaraty, como já acontece com a Secretaria Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, mas sim ao governo brasileiro. O Senador Valdir Raupp, presidente da comissão que investigou a imigração ilegal, chegou a propor a criação da Secretaria de Apoio a Brasileiros no Exterior. A proposta, de acordo com Cláudia, ganhou pareceres positivos.
“Chegamos à conclusão que o presidente da república deveria criar esta secretaria especial para gerenciar estes projetos, para atender todos os imigrantes [brasileiros] no exterior, não só nos Estados Unidos”.
De acordo com Tamsky, esta secretaria teria uma estrutura voltada para viabilizar projetos junto a outros ministérios. O poder do titular desta pasta, segundo Cláudia, seria de ministro. Em 2006, durante a campanha para reeleição, Lula gravou um vídeo, onde falava de eventuais melhorias para os brasileiros residentes no exterior.
Antes disso, segundo Cláudia, Lula esteve na Universidade de Harvard, durante a disputa presidencial, onde entregou uma carta de propostas para os imigrantes no exterior, caso ele fosse eleito. “Então a idéia já vem de muitos anos atrás”, disse.
Esforço da comunidade pode trazer mudanças
De acordo com Cláudia, a relação entre o imigrante brasileiro e o governo brasileiro mudou, durante o mandato de Lula. Como exemplo, citou a tentativa dos consulados em se adequar à realidade do imigrante e as ações da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil do SEBRAE. Ela citou também a eleição do Conselho de Representantes da Comunidade Brasileira e os encontros de brasileiros que vivem no exterior, realizados no Brasil.
“Poderia ser feito muito mais, mas depende do esforço e da pressão da comunidade brasileira. O governo não pode fazer uma coisa se a gente não cobra e não diz para ele o que precisa”.
Segundo Cláudia, o texto final das propostas está sendo preparado. O dossiê será entregue em mãos aos Deputados Eduardo Cardoso e Antônio Palocci, coordenadores da campanha de Dilma, pelo professor Mark Levingin, brasilianista que participa do AFSCME, maior sindicato de serviços públicos e de saúde dos Estados Unidos.
Entre as reivindicações feitas estão uma maior atenção do governo brasileiro às organizações não governamentais nos EUA, criar uma instituição de incentivo à cultura brasileira no exterior, parcerias com o SENAI e o SEBRAE na qualificação de pessoas, formando profissionais na área técnica. “Tudo isto só poderia ser realizado a partir do momento em que se criasse este ministério”.
O dossiê inclui ainda uma agência do Banco do Brasil em Boston (MA) e a transferência do Consulado-Geral do Brasil em Boston para uma área mais periférica da cidade, ficando mais perto da comunidade brasileira.