A polícia civil prendeu uma quadrilha acusada de roubar mais de R$ 2 milhões de vários bancos na noite desta sexta-feira. O golpe contava com a cumplicidade dos correntistas para fazer saques no Brasil e no exterior. Um dos integrantes foi preso em Mongaguá, no Litoral Sul. Ricardo Albuquerque, de 26 anos, foi preso quando saia de uma agência bancária no centro de Mongaguá. Ele foi assinar um documento declarando roubo de um cartão de banco e de crédito. Era a prova de que a polícia precisava para algemar o suspeito. Em seguida, ele foi levado de helicóptero para Capital. Ricardo é acusado de ser cúmplice de uma quadrilha de golpistas que já deu um prejuízo de mais de R$ 2 milhões a vários bancos. Os estelionatários sacavam dinheiro em caixas eletrônicos com cartão e a senha do próprio cliente. Só depois que a retirada era feita, o cliente avisava o banco de um suposto roubo e mais tarde recebia parte do dinheiro. Os oito meses de investigações terminaram com a prisão de Ricardo e outros dois homens que sacavam dinheiro no aeroporto de Cumbica na capital. Foram centenas de saques, tudo registrado pelas câmeras de segurança das agências. A câmera do aeroporto registrou quando um dos acusados retirou R$ 900. O delegado pediu explicações e o rapaz confessou o esquema. Os saques eram feitos em outras cidades para não levantar suspeitas. A quadrilha também mandava para Tampa, na Flórida (Estados Unidos), cartões e senhas autênticos. Nos Estados Unidos, imigrantes brasileiros sacavam em dólares. Por isso, a polícia brasileira pediu ajuda até ao serviço secreto americano. “O cliente, no caso a suposta vítima, dá o cartão para o próprio bandido, pra ele fazer um saque indevido. Eles racham, dividem o valor do saque entre eles e ele faz um boletim de ocorrência dizendo que houve um saque indevido na conta dele. E ele é ressarcido pelo banco”, explicou o delegado Eduardo Gobetti. Todos os envolvidos vão responder por estelionato e formação de quadrilha. A pena é de até oito anos de prisão.
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