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Embaixador e alto comissário da ONU nos Estados Unidos, Sérgio de Queiroz Duarte, realiza palestra sobre desarmamento e seus dispositivos no Brazilian Endowment for the Arts em NY.
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No último dia 7/2, no Brazilian Endowment for The Arts BEA, em Nova Iorque, o embaixador e alto comissário da Organização das Nações Unidas, Sérgio de Queiroz Duarte, palestrou acerca dos esforços da ONU nas negociações de instrumentos no campo de desarmamento e da não proliferação de armas convencionais e de destruição em massa no mundo.
Sérgio apontou para a importância de se discutir o assunto e apresentou dados e informações essenciais que o cercam: “O desarmamento é algo de extrema importância, uma vez que os conflitos sempre existiram na humanidade, desde a época das cavernas. O problema dos conflitos de hoje é que eles não atingem somente os exércitos nos campos de batalha, mas as populações civis, o que é um sério problema”, afirmou o alto comissário para as questões de desarmamento.
Para se ter uma ideia da complexidade e da seriedade do assunto, basta prestar atenção aos números alarmantes de mortos e feridos, resultantes das guerras e dos conflitos ao longo da história: “Na Primeira Guerra Mundial morreram cerca de 8,5 milhões de combatentes, e cerca de 5 a 10 milhões de civis. Já na Segunda, esse número pulou para cerca de 55 milhões de pessoas”, afirmou Duarte. Ainda segundo ele, foi no fim da Segunda Guerra que surgiram o que conhecemos como armas de destruição em massa, capazes de matar indiscriminadamente, conforme ocorrido em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Após a Guerra Fria, batalha entre os Estados Unidos da América e a extinta União Soviética, acreditou-se numa possível redução dos conflitos, e, consequentemente, da utilização de artefátos bélicos, mas ocorreu o inverso.
O que se viu foi um aumento das despesas militares, que perdura aos dias atuais e contribui diretamente para o desvio, de acordo com o Embaixador, dos recursos para o desenvolvimento econômico e social desde então: “Estima-se que um trilhão e 600 bilhões de dólares são gastos por ano pelo mundo em artefatos bélicos, sendo os EUA os responsáveis pelo gasto de quase metade desse valor”, ressaltou Duarte.
O embaixador elucidou sobre a classificação das armas, que são distinguidas entre armas de detruição em massa e as chamadas convencionais: “As armas de destruição em massa são as que conhecemos como nucleares, biológicas e químicas”, informou. Segundo os dados relatados, a estimativa é que durante a Guerra Fria existiam aproximadamente 70 mil armas nucleares no mundo. Atualmente, a estimativa é de 20 mil, sendo a maior parte pertencentes aos Estados Unidos e Rússia, e em menor escala, entre outros países tais como França, Grã-Bretanha, China, Paquistão, Coreia do Norte, Índia, Grã-Bretanha, e Israel, esse último que não afirma e nem desmente possuir. Segundo Duarte, as armas biológicas e químicas são em menor escala.
A existência e o crescimento da Indústria Bélica e a proliferação de seu produto final, e obviamente, a maior consequência desses fatores, que é a ameaça à vida, seja de forma direta, ou indireta, é naturalmente um dos maiores desafios da humanidade, em meio às “guerras de interesses” econômico e político que vivemos. Como na vida tudo é uma questão de escolha, lancemo-nos da fala do Embaixador para gerar não só uma reflexão, mas também um desejo de mudança de dentro para fora: “Particularmente acredito que a grandeza de um país não está ligada ao pontencial bélico que possui, mas na capacidade que o mesmo tem de resolver seus problemas internos, em prol do desenvolvimento social”.