Danbury, CT - Wednesday, May 23 2012
Home | Notícias | Local

Local

Brasileira retorna do iraque

Nos pontos de encontro, pais revendo filhos, famílias reunidas novamente. Foi tanta emoção que nos braços da mãe, Auriane não agüentou e chorou. O pai só queria ter certeza que a filha estava bem.

Versão para impressão  Versão para impressão
Enviar para um amigo  Enviar para um amigo

Nos pontos de encontro, pais revendo filhos, famílias reunidas novamente. Foi tanta emoção que nos braços da mãe, Auriane não agüentou e chorou. O pai só queria ter certeza que a filha estava bem. Auriane voltou do Iraque e finalmente conheceu o sobrinho de dois meses, que só tinha visto em fotos. A família de mudou para Danbury, quando ela tinha 8 anos. Quando os Estados Unidos invadiram o Iraque ela tinha 18 anos e decidiu se alistar. “Eu decidi porque eu deveria ajudar, é melhor do que ficar sentada no sofá, sem fazer nada”, disse Auriane de Souza. Mais de mil soldados americanos já morreram na guerra do Iraque. Nos últimos dois dias, atentados à bomba já mataram mais de cem civis. Mas Auriane não pensa nisso. “Se for minha vez, vai ser minha vez”, declara. Ela trabalhou desde novembro passado dentro da zona verde, a área mais protegida do Iraque, onde funciona o comando da operação militar das tropas da coalizão. Lá dentro ela fotografou o antigo palácio de Saddam Hussein e até os leões que o ditador mantinha. Mas não se esquecia da guerra. “Penso todo dia, todo dia tem explosão lá”, conta. Os ataques aconteciam fora da zona verde, mas pareciam muito próximos. “Você sentia na sua pele, vem um tremor. A gente vê a fumaça subindo. Você se acostuma porque é a sua vida”, aponta. Mas essa com certeza não é a vida que os pais de Auriane imaginaram para a filha. Ele trabalha em uma padaria, ela faz faxina. Unidos, criaram os três filhos pensando em um futuro melhor. Hoje, ouvem em casa histórias de uma guerra com a qual não concordam. “Eu não vejo necessidade para nada disso”, diz Walba de Souza, mãe. Mas com as escolhas da filha, eles não mexem. “Foi uma decisão dela, e quando o filho toma uma decisão os pais têm que estar ao lado dando apoio”, diz o pai Almir de Souza. Mas sofrem... “De qualquer forma me liga todos os dias, eu falava isso pra ela. E ela ligava”, conta a mãe. Agora Auriane vai voltar à universidade. Durante um ano e meio ela não pode ser convocada pelo exército. Auriane não sabe ainda o que vai acontecer daqui a um ano e meio, mas tem certeza que nos próximos dias ela quer ficar ao lado da família. E os pais dela também.

Comentários
Carregando...
Edição Impressa
Assine nossa Newsletter
Entre com seu e-mail abaixo para receber nossa newsletter
Publicidade

Comunidade News | Expediente | Fale Conosco | Política de Privacidade | Login

© Comunidade News LLC.

Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Comunidade News LLC. <a href="http://marcusnunes.com" title="Marcus Nunes">Marcus Nunes</a> <a href="http://jovemempreendedor.com" title="Jovem Empreendedor">Jovem Empreendedor</a> <a href="http://56coisas.com" title="Listar metas">Listar metas</a>
Connecticut - New York - New Jersey
  Capa | Videos | Expediente | Fale Conosco
Buscar: