Uma brasileira quase morreu numa estação de ski em Aspen, Colorado, depois de passar uma noite inteira com uma perna quebrada e uma fratura na cabeça. Ela foi encontrada na manhã do sábado 14, inconsciente e sofrendo de hipotermia. A condição de Renata Sialeini era de melhora no domingo seguinte. O acidente aconteceu porque Renata trombou numa árvore quando esquiava numa pista considerada de alto grau de dificuldade, usada apenas por pessoas que são muito experientes. Tanto a patrulha que cuida do local quanto a polícia não receberam nenhuma reclamação do sumiço da brasileira, disse Jeff Hanle, porta-voz da estação de ski. A polícia do condado de Pitkin está investigando o caso como um acidente e não como um caso criminal, disse Ann Stephenson. Ela disse que os investigadores ficaram satisfeitos após entrevistarem a família da brasileira. Perguntada do porquê eles não fizeram uma queixa do desaparecimento de Renata, eles disseram que não sabiam o porquê, mas que provavelmente era natural esperar antes de fazer uma queixa de desaparecimento. “Apesar da família ter ficado surpresa, eles não pensaram em chamar a polícia”, disse Ann. “De acordo com a nossa experiência em lidar com os brasileiros, eles não são muito de chamar a polícia por ajuda”. Ainda é desconhecido quando Renata se machucou, mas o ingresso dela foi usado entre as 2 e 3 da tarde. Um grupo de esquiadores a encontrou perto das 10:30 da manhã de sábado. A patrulha que cuida do local, que faz uma busca todos os dias no fim da tarde, não a encontrou e nem a escutou pedir por socorro. “Às vezes é difícil encontrar pessoas, especialmente entre as árvores. Este é o nosso pior pesadelo”, disse uma pessoa que trabalha na estação de ski por muitos anos. Ele ainda disse que a patrulha chama as pessoas quando eles fazem a última vistoria. Se ela estivesse inconsciente e coberta por neve numa área distante, ela provavelmente ainda estaria perdida, disse o funcionário da estação. Renata tinha pulso e respiração quando foi encontrada e levada de ambulância para o hospital. A temperatura do local quando a brasileira estava sumida era de -1º F. O médico Steve Ayers, que atende na emergência do hospital, disse que uma condição severa de hipotermia é tratada com o aquecimento do sangue da vítima. “Nós costumamos dizer na medicina que “ninguém está morto até que ele é aquecido e morto”, disse Steve. Os médicos também costumam aplicar fluídos na veia das vítimas para aumentar a temperatura do corpo. A condição de Renata melhorou rapidamente depois que ela foi colocada numa incubadora. O procedimento envolve a colocação de um tubo na garganta do paciente para ajudar na respiração.
Por: Liliane Pólvora Tweet