Danbury, CT - Wednesday, May 23 2012
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Imigração

SENADO RETOMA DEBATE, MAS QUER LEI MAIS DURA CONTRA OS IMIGRANTES

Numa tentativa de agradar os opositores da Reforma Imigratória, líderes democratas e republicanos estão estudando acrescentar cerca de 20 emendas à Lei de Imigração, que pode tornar a vida dos imigrantes indocumentados ainda mais difícil. A elimina

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Líderes do Senado dos Estados Unidos continuam negociando cerca de 20 emendas ao projeto de lei de reforma migratória que provavelmente será debatido esta semana, enquanto a Casa Branca defende os benefícios da imigração para a economia nacional. Fontes legislativas disseram que tanto democratas como republicanos continuam trabalhando nas emendas ao projeto de lei de reforma migratória, que está na corda bamba por causa de objeções republicanas para a legalização dos imigrantes ilegais. Por enquanto, e embora tudo possa mudar com um tema tão polêmico, os senadores chegaram a uma tentativa de acordo sobre cerca de 24 emendas - 12 de cada partido -, em um esforço para resgatar a legislação. O líder do bloco majoritário democrata no Senado, Harry Reid, retirou a lei do plenário no último dia 7 por causa de uma disputa partidária. Agora, os favoráveis à reforma aceitaram de má vontade algumas emendas para contentar os detratores e conseguir um maior apoio bipartidário. Também aceitaram a inclusão de cerca de US$ 4,4 bilhões para reforçar a segurança fronteiriça. Assim, quando o plenário do Senado retomar o debate migratório, possivelmente nesta terça-feira, os conservadores terão conseguido colocar na discussão algumas emendas para restringir, ou inclusive eliminar, os benefícios migratórios para os imigrantes ilegais. A senadora republicana Kay Bailey Hutchinson (Texas), por exemplo, promove uma emenda que exigiria que todo imigrante clandestino retorne a seu país de origem para solicitar a residência permanente. Hutchinson disse hoje que apóia o programa de trabalhadores hóspedes e alguma resposta viável para os 12 milhões de imigrantes ilegais nos EUA - dois dos componentes da reforma migratória -, mas se opõe a um tratamento preferencial para estes. Outra emenda republicana, do senador Chris Bond, negaria o “green card” para que obtenham o visto “Z”, uma permissão temporária que seria dada a todo imigrante ilegal que entrou no país antes de primeiro de janeiro de 2007. Enquanto isto, a emenda do republicano John Ensign negaria benefícios da Seguridade Social para aqueles que trabalharam como imigrantes ilegais antes da aprovação da reforma. Do lado democrata, a maior parte das emendas têm ligação com a reunificação familiar e várias modificações no sistema de pontos por meio do qual as autoridades concederiam residência permanente de acordo com as qualificações trabalhistas dos solicitantes. O projeto de lei contém elementos para a vigilância fronteiriça e punições para aqueles que contratarem imigrantes ilegais, mas também tenta tirar da sombra os marginalizados pela falta de “papéis”. Enquanto isto, grupos a favor da reforma, como a federação sindical AFL-CIO e a Dreamers for América, pediram hoje que o Senado proteja os direitos trabalhistas dos imigrantes e que se “construam pontes que lhes permitam alcançar o Sonho Americano”. Já a Casa Branca divulgou hoje um relatório no qual destaca o efeito positivo dos imigrantes no desenvolvimento econômico dos EUA. O estudo, elaborado pelo Conselho de Assessores Econômicos, revelou que o aumento na receita dos americanos procedente do rendimento dos imigrantes se situa em mais de US$ 30 bilhões por ano. A imigração aumentou a média dos salários dos americanos entre um 0,7% e 1,8% desde 1990, diz o relatório. Os imigrantes, que em 2006 formaram 15% da força de trabalho no país, tendem a “completar e não a substituir” os nativos com seus trabalhos, acrescentou. Apoiando-se em informações do Departamento de Trabalho, o relatório também indicou que, nos últimos dez anos, os imigrantes foram responsáveis por aproximadamente metade do crescimento do emprego no país. O estudo desvirtua os argumentos dos conservadores de que os imigrantes são uma carga pública. No entanto, a verdade é que acontece justamente o contrário, eles e seus descendentes pagam mais impostos do que recebem em serviços públicos.

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