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Presidente Obama se reúne com representantes dos partidos Republicano e Democrata na Casa Branca e promete que a reforma imigrantória ainda é uma de suas prioridades de governo.
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A tão falada reforma da imigração parece cada vez mais em evidência. Na última sexta-feira, o democrata Luis Gutierrez anunciou que vai entrar com uma proposta de lei imigratória, visando a reunificação das famílias e um programa de legalização. O assunto tem sido também falado na reforma da saúde proposta pelo presidente Barack Obama.
A proposta de Gutierrez também diz respeito à Dream Act, lei que concederia a legalização aos estudantes filhos de imigrantes indocumentados, e traria componentes de certa forma mais sensatos para o cumprimento da lei de imigração. O político impôs a si mesmo a data de 13 de outubro para que o projeto de lei esteja no papel.
Desde a eleição do novo presidente americano, o assunto reforma da imigração consegue vir à tona nas propostas da nova administração. Falou-se nele no pacote econômico conhecido como stimulus bill e ele está de novo em evidência no debate da reforma da saúde.
Para que os imigrantes indocumentados não sejam beneficiados, o Comitê Financeiro do Senado decidiu proibir que eles comprem o plano de saúde com o próprio dinheiro. Este foi mais um esforço que pode agradar ao republicano Joe Wilson e aos companheiros dele.
Durante mais um discurso, o presidente Obama esclareceu a controvérsia existente na reforma da saúde. Deixou claro que o plano dele não cobrirá os imigrantes indocumentados. “É um compromisso que assumi”, disse Obama, esclarecendo também que não se pode ignorar o fato de que o sistema imigratório está quebrado. Ele fez questão de dizer que apoia a inclusão dos imigrantes documentados no plano de saúde.
Aprovar a reforma da saúde, antes de trabalhar na lei de imigração, pode significar menos opções de planos de saúde a preços acessíveis para os imigrantes indocumentados.
Questões para pensar
O jornalista e comentarista político E.J. Dionne lançou perguntas que levam à reflexão do tema. Na coluna do Washington Post, questionou o que era mais importante: chamar a ambulância para uma pessoa atropelada ou perguntar se ela tem documentos legais no país? Dionne também falou sobre o vírus H1N1, causador da temida gripe suína. “Se um morador da sua rua tivesse o H1N1, você não gostaria que ele tivesse atendimento médico imediato? Preferiria vê-lo com dores e espalhando a doença para outros da vizinhança?”, perguntou.
Os políticos não conseguem encontrar uma solução para a saúde dos imigrantes indocumentados. A eterna reclamação de que as salas de emergência são lotadas pelos indocumentados não encontra saída na reforma. Estudos já comprovaram que são os cidadãos americanos quem mais usam as salas de emergência. Ainda há um longo caminho até que Obama e os legisladores cheguem a um consenso. Enquanto isso, a reforma imigratória continua sendo a bola da vez das reformas sociais do país.