A Fundação Vernon K. Krieble, de Denver, Colorado, publicou o resultado de uma pesquisa nacional, pós-eleições americanas de 7 de novembro, mostrando que os candidatos não entenderam o que os eleitores desejam, no assunto imigração. Os candidatos também não conseguiram convencer os eleitores que, deportando os trabalhadores e fechando as fronteiras, resolveria a questão imigratória. Isto foi constatado através de testes com propagandas de campanha. Os eleitores, em sua grande maioria, continuam a ver a solução no programa de trabalhador temporário e na segurança das fronteiras. As campanhas que prometiam uma medida mais rígida nas fronteiras, ou mesmo aquelas em que o candidato atacava o seu opositor, acusando-o de ser muito “suave” na questão migratória, não convenceram os eleitores. Mais eficiência na administração do programa de trabalhadores convidados seria melhor do que intensificar o cumprimento da lei na fronteira. Esta é a opinião de 36% a 64% dos eleitores. Mesmo com toda a campanha publicitária e com a intensa cobertura da mídia, no assunto imigração, este resultado é considerado bastante significativo, comparado ao resultado da última pesquisa, realizada em março, que alcançou números que vão de 41% a 51%. “É importante que a média dos americanos entenda os erros, e a maneira de consertá-los, melhor do que muitos políticos”. A afirmação é da presidente da fundação, Helen E. Krieble. A pesquisa mostra que de 24% a 76% dos eleitores (3/4 dos americanos) disseram que é importante ou extremamente importante, a posição de seus candidatos em relação à imigração ilegal. De 21% a 79% dos eleitores acham que a imigração ilegal está tendo um impacto nas suas comunidades. Os eleitores ouviram, leram ou viram seus candidatos falar sobre a imigração ilegal – de 29% a 69% por cento. A propaganda paga, referente à imigração, foi vista por mais de 60% dos eleitores. Mais da metade dos eleitores, que ouviram os candidatos democratas falarem sobre imigração, disseram que isto não fazia diferença na hora do voto. Foi a mesma opinião de um número maior ainda de eleitores, que ouviram os candidatos republicanos. Não fez diferença o que os candidatos republicanos disseram sobre a imigração ilegal, para 35% a 64% dos eleitores, que afirmaram ainda que seria menos provável votar nestes mesmos candidatos. Segundo Helen, “a maioria dos eleitores diz que a imigração ilegal é extremamente importante para eles. Porém, não concordam com as posições extremas assumidas por muitos candidatos. Eles querem que o problema seja discutido, mas de uma maneira significativa que controle a fronteira e resolva a questão trabalhista”. Ela, disse ainda, que os eleitores não foram influenciados pelos candidatos que tinham muito discurso, porém pouca solução. Candidatos como John Hostettler e J.D. Hayworth, republicanos por Indiana e Arizona, respectivamente, foram derrotados. Eles estão incluídos num grupo que tinha uma posição firme sobre a segurança na fronteira. Já os republicanos Mike Pence (Indiana) e Kay Bailey Hutchison (Texas), que se mostraram mais equilibrados na solução do problema, foram reeleitos. Estes dados foram enfatizados por Helen. Estas conclusões foram enfatizadas por eleitores que realizaram testes de campanhas específicas de TV. Anúncios que mostravam medidas mais duras e controle na fronteira, críticas negativas daqueles que, no passado, já foram mais sensíveis ao problema, e anúncios que pediam ajuda para os imigrantes e trabalhadores legais, eram as questões dos testes. Helen concluiu que “os candidatos que pensaram que ficar contra os imigrantes ilegais seria uma estratégia de vitória, estavam completamente enganados. Nossos líderes nacionais precisam parar de tentar ir em direções políticas diferentes, e resolver o problema. Os eleitores deixaram claro que entendem isto; agora é hora de trabalhar”.
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