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Rev. James Bankston disse que “conhecendo como conviver com o seus vizinhos no mundo de hoje nunca é fácil”.
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A comemoração do 4 de julho, Independência dos Estados Unidos em diversas igrejas de Houston (TX), foi feita de forma diferente. Ao invés de falar sobre a celebração americana, líderes religiosos pediram à comunidade o apoio a uma reforma imigratória.
De acordo com matéria do The New York Times, a campanha atingiu padres, pastores, rabinos e ministros. O começo de tudo foi em janeiro último, quando o Metropolitan Organization decidiu pressionar o congresso para aprovar a reforma imigratória. Dez mil assinaturas foram colhidas para enviar aos legisladores, paralelo à realização de workshops nas comunidades religiosas, como forma de persuadir os membros das igrejas.
Do púlpito da True Light Missionary Baptist Church, o Reverendo John W. Bowie falou sobre o assunto. A igreja é uma das mais antigas da cidade e é basicamente frequentada pela população de cor negra. O desemprego é alto neste grupo, onde os imigrantes são vistos como competidores no mercado de trabalho.
Apesar disso, o Reverendo Bowie tentou convencer seus seguidores. “Estes imigrantes, nós imigrantes, construímos a maior nação do mundo, viemos de todos os lados, porque, vocês vem, ninguém é dono do mundo exceto Deus”, disse ele.
Daniel DiNardo, líder da Arquidiocese de Galveston-Houston, enviou, em 22 de junho último, uma carta para 150 paróquias, solicitando que a imigração fosse o assunto dos sermões. O ato motivou os líderes da Igreja Luterana, Metodista e Episcopal a fazerem o mesmo. Líderes judeus também adotaram a campanha.
Imigrantes se misturam a famílias brancas
O desafio é grande para muitas congregações conservadoras, as quais enxergam os imigrantes como simples violadores de leis. A campanha dos religiosos gerou a ira de apresentadores de programas de rádio.
Diante de uma maioria de membros brancos, o Ministro Senior da St. Paul’s United Methodist Church, Reverendo James Bankston, pediu uma solução para arrumar o que há de errado na política imigratória. “Saber conviver com a vizinhança no nosso mundo nunca é fácil”, disse ele.
Do lado de fora da igreja, poucos membros arriscaram se manifestar a favor do reverendo. “Obviamente, numa igreja grande assim, existem sentimentos diversos. Penso que é preciso promover mudanças. Não está funcionando. A fronteira está basicamente aberta”, afirmou o cirurgião-ortopédico Thomas Leffler. “Nosso país tem sido ruim, historicamente, encorajando-os a entrar, para o trabalho deles”, disse Sandy, esposa do médico.
Na St. Thomas Aquinas Catholic Church em Sugar Land, subúrbio de Houston, famílias de raça branca, que antes dominavam o local, agora dividem os bancos com um grande número de nigerianos, filipinos e mexicanos.
“Atualmente há um argumento de que aqueles que imigram ou residem aqui de forma ilegal não merecem estar aqui ‘estão quebrando a lei’. Enquanto nós, também, desejamos viver numa sociedade com lei, é uma triste realidade que a atual política de imigração incentive a sua violação”, disse o diácono Sam Dunning, para mais de 100 pessoas.