|
Reprodução
Presidente Obama, com o senador Charles Schumer à esquerda, se reuniu para discutir a apresentação de um plano de reforma imigratória.
Últimas em Imigração
-
Contra imigrantes, americanos aprovam conservadorismo de Romney
-
Estudante brasileiro tem processo de deportação cancelado em Massachusetts
-
Em debate, republicanos prometem reprimir imigração ilegal
-
Justiça dos EUA condena americana casada com três brasileiros
-
Após polêmica com latinos, prefeito sofre pressão para deixar cargo
Mais lidas em Imigração:
-
Brasileiro em processo de legalização é deportado
-
PREFEITURA COMEÇA O ANO ATACANDO IMIGRANTES
-
Brasileira é acusada de advogar sem licença
-
Parceria entre a polícia de Danbury e o ICE preocupa comerciantes
-
Câmara de Vereadores de Danbury diz sim à parceria com a Imigração
Versão para impressão
Enviar para um amigo
|
A reforma imigratória volta a ser assunto na Casa Branca. Pelo menos é o que aponta a reunião entre Barack Obama e o senador democrata Charles E. Schumer (Nova York) e o republicano Lindsey Graham (Carolina do Sul). O desafio do presidente agora reside em correr contra o tempo, antes que as eleições de novembro cheguem.
A reunião teve também a participação de membros do Conselho de Política Doméstica. A portas fechadas, o assunto imigração ganhou novamente a pauta do líder da nação americana. Schumer e Graham querem ver os esforços recompensados, pois trabalharam meses em cima da elaboração de uma proposta.
É possível que a Casa Branca solicite aos dois senadores um modelo escrito em linguagem legislativa, segundo uma pessoa que sabe detalhes da reunião. Entre os pontos da proposta estariam abrir o caminho para a cidadania aos milhões de imigrantes indocumentados. Como nada vem de graça, a Casa Branca deseja que os imigrantes paguem os impostos e uma multa pela violação da lei. Quem não cumprir os requisitos poderá até ser deportado.
Obama estaria mais do que disposto a aprovar uma lei que incluiria mais segurança nas fronteiras, de acordo com o porta-voz Nick Shapiro. Os participantes lembraram que no dia 21 de março a capital americana terá uma marcha em prol de imigração. O movimento serve para não deixar o assunto morrer.
Schumer e Graham saíram da reunião satisfeitos, embora estejam exigindo do presidente americano mais compromisso na questão, ao invés de deixar a decisão nas mãos do congresso.
Procura-se um republicano
Assunto delicado e controverso, especialmente para a Casa Branca, o sistema imigratório americano está cada vez mais abalado. Se adiar para 2011 a promessa de uma reforma, tal como feita na campanha eleitoral, Obama corre o sério risco de perder boa parte dos votos latinos, o que causaria um verdadeiro furor entre os eleitores.
Isto é um verdadeiro desafio, ainda mais em tempos de aprovação da reforma da saúde. Segundo o deputado democrata Raul M. Grijalva (Arizona), é preciso acabar com a mentalidade limitada de que o céu está desabando mas nada pode ser feito. É pouco provável que os republicanos colaborem, para desespero de Schumer. “É duro achar alguém, mas estamos tentando”, disse o senador, sobre a necessidade de mais um republicano, além de Graham, apoiando a causa.
Para isso, Schumer tratou de conseguir uma grande aliada. A reunião com a Secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Janet Napolitano, serviu para construir estratégias que tragam mais republicanos para o lado deles. Napolitano já demonstrou publicamente que é a favor de uma reforma, desde que as leis continuem a ser cumpridas. “Temos todas as peças no lugar. Só precisamos de um segundo republicano”, declarou Schumer.
As chances de aprovação de uma reforma ainda este ano dependem e muito da apresentação da proposta em abril ou maio. Do contrário, é preciso encarar a realidade e amargar mais um ano sem solução para os imigrantes. Na opinião da presidente e chefe executiva do grupo latino Conselho Nacional de La Raza, Janet Murguia, o cerco está fechando e é preciso aprovar a reforma para ontem.