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Presidente Obama tem a difícil tarefa de agradar tanto os republicanos como os democratas na tarefa de aprovar a reforma imigratória.
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Embora pareça um pouco afastado do assunto imigração, o governo Obama continua, aos poucos, implantando as necessárias medidas e se preparando para uma possível reforma. Segundo artigo publicado no New America Now, a nova administração tem agido de forma um tanto sorrateira quanto ao assunto.
De acordo com a publicação, o governo americano anunciou, há cerca de duas semanas, medidas contrárias às tomadas pela administração Bush, depois dos ataques de 11 de setembro. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), disse que os estrangeiros que buscam asilo nos Estados Unidos não precisarão mais permanecer presos por meses.
Esta é a última novidade no tocante às controversas medidas imigratórias da última década no país. Em agosto último, o governo federal admitiu em público que o sistema imigratório fugiu do controle. Num período de cinco anos, o número de detidos aumentou para mais de 440 mil por ano. O número inclui imigrantes que morreram por falta de cuidados médicos. No mesmo mês, o centro de detenção T. Don Hutto, no Texas, ganhou os holofotes quando revelou que mantinha grávidas e crianças como prisioneiros.
Outro ponto positivo da administração foi uma diminuição significativa nas batidas nas empresas, as quais faziam de milhares de trabalhadores imigrantes verdadeiros criminosos. O poder de polícias locais e estaduais para pedir documentos imigratórios, em casos de pequenas violações de trânsito, também foi restringido. No mês de outubro, o xerife Joe Arapaio, do Arizona, perdeu o poder de autoridade federal para prender imigrantes.
Precaução
As medidas caminham lado a lado com a possível reforma da imigração, já solicitada mais de uma vez pela secretária do DHS, Janet Napolitano. No dia 15 do mês passado, o deputado democrata Luis Gutierrez apresentou ao congresso uma proposta de reforma imigratória. De acordo com o artigo do New America Now, o pacote de uma nova lei de imigração corre o risco de permanecer fechado, se o congresso não der ouvidos aos clamores de Napolitano.
A intenção da administração Obama, na verdade, é mostrar que é possível sim promover uma reforma imigratória sem deixar de cumprir a lei. Como exemplo, o artigo cita que as batidas nas fábricas conseguiram prejudicar muito mais as famílias dos imigrantes do que propriamente servir de alerta para os empresários que empregavam indocumentados. O fato marca o início de uma nova era, pois a administração Bush conseguiu prender e deportar muitos trabalhadores pegos nas batidas.
O governo americano está começando a dar os primeiros passos na questão imigratória. Mas é preciso cautela, já que os críticos de plantão podem sugerir que medidas mais drásticas sejam continuação do governo Bush. Nunca se viu tanto endurecimento nas leis de imigração quanto na recente história dos Estados Unidos. E o governo Obama sabe disso. Por esta razão, é cauteloso ao revelar novas medidas, e tem consciência da dura batalha que enfrentará no ano de 2010, quando uma possível reforma imigratória sairá do forno.