As autoridades de segurança queriam implantar um sistema similar ao que funciona para controlar a entrada no país, mediante o qual os estrangeiros têm que tirar suas impressões digitais nos postos da alfândega. De acordo com os prazos previstos inicialmente, o novo sistema deveria entrar em funcionamento nas 50 entradas terrestres do país mais movimentadas em dezembro do ano que vem. No entanto, funcionários do Departamento de Segurança Nacional citados hoje pelo jornal “The New York Times” disseram que não contam com os recursos tecnológicos e financeiros necessários para implementá-lo. Segundo as mesmas fontes, o controle das saídas dos estrangeiros é vital, não só por razões de segurança, mas também porque ajudaria a fazer frente ao grave problema da imigração ilegal. De fato, segundo um relatório publicado pelo Congresso, estima-se que cerca de um terço dos imigrantes que chegam aos EUA desrespeitam o prazo máximo de estada fixado em seus vistos e ficam no país de forma ilegal. De todos os imigrantes que chegam ao território americano, a grande maioria entra no país por terra, através do México ou do Canadá, acrescenta a publicação. O Escritório de Supervisão do Governo (GAO, na sigla em inglês), que é o braço investigador do Congresso, elaborou um relatório sobre os custos do projeto para o controle de saída dos visitantes. Segundo o documento, a Administração demoraria entre cinco e dez anos para desenvolver a tecnologia necessária para implantar um sistema efetivo. O “NY Times” publica declarações do subsecretário de políticas internas do Departamento de Segurança Nacional, Stewart Baker, nas quais este destaca que o órgão concluiu que, pelo menos por enquanto, a implementação de um sistema para vigiar a saída nas fronteiras terrestres não é “factível”. Não o é, segundo Baker, porque, na sua opinião, seria muito dispendioso. O fato de o Departamento de Segurança Nacional ter descartado a viabilidade do sistema, que tinha sido solicitado pelo Congresso, fez alguns congressistas ressaltarem que a suspensão do plano de vigilância pode aumentar a vulnerabilidade dos EUA. É o caso do congressista republicano pela Califórnia Dana Rohrabacher, que afirmou que “não haverá segurança nas fronteiras” do país até que se controle “as entradas e saídas”. Também expressou sua preocupação a respeito o democrata Bennie Thompson, do Mississippi. Na opinião dele, é “imprescindível” que o Congresso trabalhe com o Departamento de Segurança Nacional para desenvolver um sistema de segurança “que garanta” que as autoridades saibam “quem entra e sai do país”.
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