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Denis Lemos chegou aos EUA com os pais aos 14 anos. Há 12 anos a família luta para a obtenção da residência permanente.
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O Departamento de Imigração cancelou, na última semana, o processo de deportação do estudante brasileiro Denis Lemos, 26. Ele lutava desde 2009 contra uma ordem de deportação emitida para toda a família depois de ter negado um pedido de green card.
A Imigração aplicou a nova diretriz que concede pessoas como Lemos o cancelamento de deportação pois a prioridade são aqueles imigrantes com ficha criminal.
Formado em engenharia da computação na MassBay CommunityCollege, ele chegou aos Estados Unidos aos 14 anos e mora em Framingham, MA há 13 anos. Quando o processo de 11 anos para obter o green card do seu pai foi negado, toda família foi colocada em processo de deportação.
Como a decisão não concede o green card para Lemos, mas irá permitir que ele termine os seus estudos de engenharia da computação na Universidade de Massachusetts Lowell.
O brasileiro disse que a decisão o coloca na linha de partida novamente. Ele não tem autorização de trabalho e não pode entrar com um pedido de green card. Apesar de seu caso tenha sido fechado, autoridades da Imigração podem reabrir o caso a qualquer momento.
“Ser indocumentado é difícil”, disse Lemos. “Eu apenas estou focado em me formar, mas eu sei que ainda é perigoso”.
A Imigração anunciou no final de 2011 as novas regras que prioriza quem deve ser deportado do país. Criminosos e outros indivíduos que oferecem ameaça à segurança pública ou nacional passam a ser o foco do departamento, ao invés de estudantes como Lemos e pessoas que podem ter cometido pequenos delitos, como violações de trânsito.
Historicamente, uma pessoa que for encontrada no país sem documentos, poderia ser colocada em processo de deportação, mesmo que ela não oferecesse risco para a nação, disse Kirk Carter, um advogado de imigração de Framingham.
Ao logo dos anos, quando mais de mais pessoas foram colocadas em processo de deportação, os casos encheram as cortes, levando a administração Obama a usar o poder executivo do cargo para dar aos agentes de imigração mais poder de cancelar os casos menos graves.
Isabel Vargas, líder do Movimento Imigratório Estudantil, disse que a sua organização tem conhecimentos de apenas dois casos de estudantes em Massachusetts que foram beneficiados pelas novas regras. Lemos e Vinícius Quirino, estudante da Bunker Hill Community College.