Danbury, CT - Saturday, February 04 2012
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Imigração

Estado de Massachusetts debate sobre in-state tuition

Lei que beneficiaria estudantes indocumentados ainda encontra resistência.

Reprodução
Governador de MA Deval Patrick conversa com aluna da escola pública sobre as dificuldades de entrar numa universidade sem ser documentada.

Governador de MA Deval Patrick conversa com aluna da escola pública sobre as dificuldades de entrar numa universidade sem ser documentada.

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A lei conhecida como in-state tuition, através da qual estudantes indocumentados pagariam o mesmo valor que os estudantes com documentos, voltou à pauta no estado de Massachusetts. Políticos que apoiam a medida continuam enfrentando a oposição de republicanos conservadores.

De acordo com o site wickedlocal.com, até mesmo as crianças que se tornaram órfãs devido ao terremoto que assolou o Haiti, no início do mês de janeiro, serviram de pretexto para aprovação da lei. Segundo os apoiadores, muitos haitianos vieram aos Estados Unidos em busca de abrigo.

A democrata de Boston, Marie St. Fleur, era uma das mais entusiasmadas, durante reunião realizada na quarta-feira (27) com o Comitê de Educação Superior. “Os pais deles estão mortos e eles estão tentando descobrir o que vai acontecer”, disse a política, sobre os órfãos que precisaram abandonar o Haiti.

Para se beneficiar do in-state tuition, o estudante precisa ter estudado no sistema escolar público de Massachusetts. Os estudantes, em sua maioria trazidos para os Estados Unidos ainda crianças, não teriam direito a auxílio financeiro para pagar os estudos, e precisariam apresentar um documento, comprovando a intenção de solicitar a cidadania americana.

O desejo de se tornar um cidadão americano está presente nos jovens estudantes indocumentados do país. Como a brasileira Renata, por exemplo. Sem documentos legais, ela não pode solicitar a cidadania atualmente, mas já declarou que confirmaria a intenção de se tornar cidadã, caso a lei mudasse.

Sonho distante
Além de acender uma esperança para a obtenção dos papéis, a aprovação do in-state tuition permitiria realizar o sonho da faculdade. Mario Rodas, nativo da Guatemala, sonha com um canudo. Mesmo com notas boas adquiridas durante a high school, o imigrante não pode frequentar os bancos acadêmicos por falta de condições financeiras. Nos Estados Unidos desde os 12 anos de idade, Mario ganhou asilo político e agora aguarda com ansiedade a chegada do green card.

O estudante só soube que não poderia ir para a faculdade quando já estava prestes a terminar o segundo grau. Informado pela professora de história que esbarraria no status imigratório, o morador de Chelsea desabafou. “Fiquei muito ansioso e comecei a pensar no meu futuro”, disse ele.

Os opositores não se conformam com o fato de estudantes indocumentados pagarem a mesma quantia que cidadãos americanos. Para eles, o in-state tuition estaria tirando o lugar dos estudantes nativos, além de colocar em risco os recursos estaduais. “Como é justo ... [dar aos imigrantes indocumentados] uma vantagem que nossos cidadãos podem não ter?”, questionou o republicano Don Humason, de Westfield.
Mas ainda existe esperança para os estudantes indocumentados.

Faculdades estaduais de Massachusetts se mostraram dispostas a matricular imigrantes, caso o in-state tuition seja aprovado. Apoiadores da lei lembraram que o Texas, Kansas, Nebraska e Utah já adotaram medidas semelhantes. Segundo a democrata Chang-Diaz, até mesmo o ex-governador do Arkansas, o republicano Mike Huckabee, e o colunista conservador do Boston Globe, Jeff Jacoby, apoiaram tais medidas.

Ainda com o entusiasmo característico, St. Fleur citou os ancestrais dela, dizendo que eles vieram aos Estados Unidos em busca de alimento.
Na opinião de Aaron Spencer, ex-membro da Diretoria de Educação Superior, ainda existe a visão errônea de que os imigrantes indocumentados são os que atravessaram a fronteira com o México, e que agora estão tentando entrar na faculdade. “Estamos falando das crianças. São pequenos que vieram para este país de mãos dadas com os pais deles”, disse.

Da redação do ComunidadeNews.com
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