Em discurso na Câmara de Comércio dos EUA, Chertoff destacou que as ações de seu Governo já estão dando frutos. “Começamos a notar uma redução no número de imigrantes ilegais que entram no país” pelo México, explicou o funcionário, que não apresentou dados precisos. No entanto, advertiu que as organizações criminosas investiram muito dinheiro no negócio de levar pessoas de forma clandestina aos EUA e que “haverá uma reação”. Chertoff defendeu o projeto para a construção de um muro em parte da fronteira com o México, já aprovado pelo Congresso, mas esclareceu que essa “não será a solução” do problema da imigração ilegal, mas deve fazer parte de uma estratégia mais ampla. Como parte desse plano, disse que seu departamento perseguirá as empresas “cujo modelo de negócios é o emprego de trabalhadores ilegais”. Chertoff destacou também a importância da aprovação pelo Congresso do programa de trabalhadores temporários proposto pelo presidente George W. Bush, pois “desligaria o ímã de atração dos imigrantes ilegais” ao dar a eles uma forma de entrar legalmente no país. Em sua opinião, Isso também significaria uma melhora da situação na fronteira, pois em lugar de perseguir pessoas que querem trabalhar, a Patrulha Fronteiriça poderia se concentrar na procura de criminosos, destacou Chertoff. O secretário opinou que essa corporação policial deve ser reforçada e afirmou que os EUA estão trabalhando para dobrar o número de agentes da Patrulha Fronteiriça. A lei de dotação dos fundos para a secretaria de Segurança Interna para o ano fiscal de 2007 - que começou em 1º de outubro -, assinada no dia 4 por Bush, prevê a contratação de mais 1.500 agentes. A lei também destina US$ 1,200 bilhões de dólares para a construção de barreiras, cercas e equipamentos de alta tecnologia na fronteira. Chertoff explicou que em algumas áreas urbanas serão construídas barreiras físicas para “retardar” os imigrantes clandestinos, enquanto no deserto serão usados equipamentos de alta tecnologia para a vigilância à distância.
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