O Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos-USCIS (sigla em inglês) perdeu 111.000 arquivos. Além disso, cerca de 30.000 pedidos de cidadania foram concedidos, no ano passado, sem os arquivos devidamente necessários. Os arquivos perdidos pertenciam a 14 dos escritórios da agência distrital com mais processos. As informações foram divulgadas no dia 28 de novembro por investigadores do Congresso. Depois que um homem ganhou a cidadania, em 2002, sem ter o seu arquivo checado, os Senadores republicanos Charles E. Grassley, de Iowa, e Susan Collins, de Maine, solicitaram a investigação ao Escritório de Prestações de Contas do Governo-GAO (sigla em inglês), braço da auditoria do Congresso. O arquivo indicava ligação com o grupo islâmico Hezbollah, e foi perdido. “Basta um arquivo perdido de alguém ligado a uma organização terrorista para se tornar um cidadão americano. Não podemos dar cidadania usando vendas nos olhos”, disse Charles, que é presidente do Comitê de Finanças do Estado. Susan é líder do Comitê do Senado para Segurança da Pátria. Ela ressaltou que os terroristas de 11 de setembro entraram legalmente no país, e desapareceram, até a realização dos ataques terroristas. “Inconcebível” foi o adjetivo usado por ela, referindo-se à concessão de cidadania para um terrorista em potencial, “simplesmente porque não conseguem encontrar os arquivos da pessoa”. FALHA HUMANA E DADOS NÔO INFORMATIZADOS A maioria dos arquivos foi provavelmente checada, mas os funcionários falharam na análise, declarou uma autoridade da agência. Novas regras administrativas devem ser aplicadas à agência, caso o Congresso revise a política de imigração. No relatório do GAO, datado do dia 27, constam problemas de longa data, existentes na agência. Em 2005, a agência de ,8 bilhões examinou 7,5 milhões de solicitações para benefícios de imigração. No mês de agosto, ganhou um contrato de 0 milhões, válido por 5 anos, para informatizar 55 milhões de “arquivos de estrangeiros”, chamados de “A-files”. Por enquanto, os arquivos ainda estão no papel. Conforme o GAO, os funcionários erraram durante a gravação dos A-files em uso, processando 30.000 dos 715.000 casos de naturalização, no ano passado. O sistema eletrônico do USCIS registrou também a perda de 111.000 A-files nos 14 escritórios que administram dois terços dos casos de naturalização. O registro teve início em 27 de julho, também segundo o GAO. Não é exigido dos funcionários tomar nota dos A-files que foram checados. Mas a medida será tomada no futuro, conforme declaração de Steven J. Pecinovsky, elo de ligação da agência com o GAO. Durante uma auditoria interna feita em 2005, foram encontrados somente 0,5% de A-files não checados, número bem menor do que o constatado pelo GAO. No escritório do USCIS de San Diego, Califórnia, 21% dos arquivos não foram encontrados, conforme auditorias internas. Também não foram encontrados, no escritório do USCIS de Los Angeles, no início deste ano, 6% dos arquivos. As informações também foram fornecidas pelo GAO.
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