O brasileiro Jeferson Menezes, ex-residente de Scott Depot, West Virginia, foi deportado na quinta-feira (6), depois de passar cerca de um mês e meio preso. Ele estava em processo de legalização mas deveria ter comparecido à Corte em 2005, pois entrou ilegalmente no país. Um advogado da Flórida teria dito a Jeferson e a esposa, Samantha Menezes, que a legalização seria possível.
A prisão de Jeferson ocorreu no dia 31 de outubro último, quando ele e Samantha foram ao escritório regional da imigração em Charleston, pois seis meses já tinham se passado depois que o brasileiro tinha dado entrada nos papéis para o visto de trabalho, tempo considerado muito longo. Jeferson e Samantha deram entrada nos papéis depois do casamento. De acordo com um advogado da Flórida, o status imigratório de Jeferson, que não compareceu à Corte em 2005, poderia ser mudado.
Ao invés de encontrar uma solução para o seu caso, Jeferson foi surpreendido ao ser algemado por dois agentes e encaminhado para o centro de detenção South Central Regional Jail. Samantha foi informada pelos agentes de imigração que Jeferson deveria ter comparecido à Corte há dois anos, mas o brasileiro jura que nunca recebeu nenhum aviso.
Desabafo
Segundo Samantha, nem ela nem Jeferson receberam qualquer informação da imigração, desde abril último, quando deram entrada nos papéis para o visto de trabalho. Em junho e julho deste ano, os dois também fizeram visitas à imigração, como parte do processo. Inconformada, Samantha desabafou. “Temos criminosos que fazem coisas piores e não ganham este tipo de punição. Vocês sabem que o único erro dele foi me amar”.
Na quarta-feira (5) Jeferson embarcou para o Brasil, onde chegou na manhã do dia seguinte. Ele agora está proibido de entrar nos Estados Unidos por 10 anos.
Para Samantha só resta fazer tentativas para preservar seu casamento. De acordo com ela, foi amor à primeira vista. O casal se conheceu na Flórida, depois que ela se formou. “Eu estava com o meu primo e desde a primeira vez que o vi, disse que iria me casar com ele”.