Danbury, CT - Wednesday, May 23 2012
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Imigração

Aquece a discussão em fórum

Ataques verbais marcam encontro sobre imigração.

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Um advogado de imigração, que trabalha há bastante tempo na área, disse aos participantes de um fórum sobre imigração ilegal, na noite da quinta-feira, 9, em Framingham, Massachusetts, que tentem trabalhar em conjunto. Ele acrescentou que espera que os democratas vitoriosos no Congresso aprovem uma lei de anistia em 2007. O fórum, promovido pela Human Relations Commission, foi apimentado por ataques pessoais contra os membros do Concerned Citizens and Friends of Illegal Immigration Law Enforcement-CCFIILE (sigla em inglês), que rebateram os ataques, perguntando porque o painel incluía somente pessoas que apóiam os ilegais. “Vocês estão manipulando as informações”, disse Joe Rizoli, co-fundador do CCFIILE, ao presidente da comissão, Robert Anspach. “Existe um outro lado. (Os imigrantes ilegais) precisam conhecer o sistema”. “Uma vez que eles estão estabelecidos, esqueçam. É quando a corrupção começa”, disse Joe. Seu irmão gêmeo Jim se manteve em oposição aos conferencistas, que discriminavam os Rizoli por suas convicções. Jim, que na semana passada foi derrotado para o cargo de deputado estadual, mencionou que os oficiais de Israel colocam minas na fronteira com a Palestina, para manter fora do país as pessoas que não são de lá. E, enquanto ressaltou que os ilegais “trabalham por salários escravos”, se perguntou porque eles também têm assistência médica e educação grátis, mesmo depois de infringir a lei, vindo para o país e usando documentos fraudulentos. “Eles esperam pegar uma carona”, disse Jim, que foi interrompido, enquanto falava ao microfone, por Laura Medrano, membro da comissão, e por César Monzon, membro do Comitê Escolar. Joe apontou para os dois durante o encontro e chamou-os de “lunáticos”. Mais tarde, Jim respondeu a mais ataques verbais contra ele e o seu irmão, dizendo “Nós não atacamos vocês”. Robert se desculpou pela guerra de palavras, dizendo “Não podíamos parar as palavras antes que elas fossem ditas”. Cynthia Champel, organizadora legislativa do Massachusetts Immigration and Refugee Advocacy Coalition, disse que os imigrantes ilegais pagam impostos nas compras, imposto sobre propriedade, imposto de renda e que são, em geral, pessoas que trabalham duro. “Não conheço ninguém que espere uma esmola”, disse Cynthia. “Eles sabem que será difícil ficar aqui. Vêm para cá esperando trabalhar demais. No geral, colocam mais dentro do sistema do que tiram”. Ela disse que dar educação aos imigrantes ilegais é “o sinal de uma sociedade esclarecida”. Kirk Carter, advogado de imigração há cerca de 16 anos, disse que as pessoas nascidas nestes país estão mais dispostas a ganhar esmolas do que os imigrantes ilegais. “É triste dizer, mas vejo mais pessoas que nasceram aqui querendo usufruir dos benefícios do governo”, disse Kirk, acrescentando que o sistema de imigração deve ser revisto. Ele apóia o sistema do Canadá para os cerca de 10 a 12 milhões de imigrantes ilegais da América, dizendo que o método dá vantagens para as pessoas que falam várias línguas, para as pessoas que têm ligação com o Canadá, e para as pessoas que tem melhor educação ou habilidades profissionais. Ned Price, membro do Conselho Municipal, disse que os imigrantes ilegais têm uma coisa em mente quando vêm para a América: ganhar dinheiro e voltar para casa. “Eles querem o que nós temos”, disse Ned, acrescentando que a maioria dos brasileiros que vêm ilegalmente para Framingham são da classe média daquela nação democrática – o Brasil. “Muito poucas pessoas brancas, que defendem os imigrantes ilegais, estão competindo com eles, para conseguir trabalhos”, disse Ned. Kevin Swope da Framingham Historical Society disse que a imigração na cidade não é nenhuma novidade, e data de 1850, quando cerca de 22% dos 4.235 habitantes eram estrangeiros, incluindo 713 que eram irlandeses. A conexão de Framingham com o Brasil remonta cerca de 100 anos, ele disse, quando uma loja de sapatos na cidade foi batizada com o nome de uma cidade brasileira. Thomas Keown do Irish Immigration Center disse que acredita que uma discussão mais civil da imigração ilegal produzirá resultados melhores. “À medida que a imigração continua, também continua a recepção hostil que alguns dos imigrantes recebem. Algumas pessoas querem fazer deles criminosos, mas prefiro fazer deles cidadãos”. A Human Relations Commission promoverá mais fóruns sobre a imigração ilegal no futuro, e espera trazer painelistas que possam falar sobre o impacto econômico que os imigrantes ilegais têm sobre a cidade e o país, bem como sobre os oponentes dos ilegais.

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