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Alexandre Rocha surpreendeu a todos com um ótimo início no torneio Honda Classic, parte do PGA Tour.Divulgação
André Tourinho estuda Comunicação e joga no circuito amador.
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Esporte tido como predominante das elites, o golfe não tem nenhuma tradição entre os brasileiros. Mas o quadro pode estar mudando. Nomes como André Tourinho, Alexandre Rocha, Angela Park e Lucas Lee tem sido merecidamente citados na imprensa. Mais uma prova de que o Brasil conquista espaço no mundo esportivo.
Profissionais ou amadores, os brasileiros tem mostrado a que vieram. A estréia de Rocha, na quinta-feira (4), no Honda Classic, ganhou destaque na imprensa mundial. O torneio faz parte do PGA Tour, associação dos jogadores profissionais de golfe nos Estados Unidos. Alexandre Rocha ocupa atualmente o 711° lugar no ranking mundial.
Competindo pela Universidade de Tulsa, Oklahoma, Tourinho ambiciona se profissionalizar no esporte. Aos 19 anos, ele ajudou a equipe a conquistar o terceiro lugar num torneio realizado na semana passada em Lafayette, Louisiana, com a participação de 15 times. Entre 88 jogadores, Tourinho se classificou em 28° lugar.
Por telefone ao Comunidade News, André traçou um quadro dos brasileiros que jogam golfe nos Estados Unidos. Segundo ele, existem no máximo 20 jogadores no circuito Júnior, com idades de 18 a 23 anos. De acordo com André, a competição é muito grande no país, para onde vem esportistas do mundo inteiro.
“Tem pessoal da Europa, Ásia, África, de todos os lugares, as pessoas visam os Estados Unidos”, disse ele. Ainda de acordo com o brasileiro, uma das grandes tradições aqui é praticar o esporte durante os quatro anos de universidade. Depois desse período, a maioria dos jogadores se torna profissional, segundo ele, que está nos EUA desde 2008.
Com André não será diferente. Depois de terminar o curso de comunicação, em 2012, pretende se profissionalizar. A competitividade não desanima o atleta. “Se queremos ser bons, temos que competir com os melhores, não é verdade? Isto é muito bom para a gente”, disse ele, referindo-se também aos outros brasileiros. “A gente tem que se acostumar com este cotidiano”. O golfe nos Estados Unidos não envolve somente a competitividade. É um dos esportes que melhor paga.
Ambição com jeito bem brasileiro
A grande ambição de André é se equiparar a Tiger Woods. “É o sonho de todos”. Apesar do recente escândalo envolvendo o nome dele, Woods será sempre lembrado como o primeiro esportista bilionário da história. O feito foi conquistado em 2009 e publicado pela revista Forbes. O bilhão foi arrecadado por Tiger em patrocínios, cachês e prêmios.
O brasileiro Lucas Lee já foi comparado a Tiger Woods. Primo da também brilhante Angela Clark, chegou a ficar invicto durante 35 temporadas. Foi o primeiro brasileiro a disputar o PGA, circuito profissional mais bem pago do mundo, depois da participação do carioca Philippe Gasnier no U.S. Open em 2008.
Na opinião de Tourinho, os golfistas brasileiros trazem para os Estados Unidos um grande diferencial. “Acho que é mais a garra, essa coisa sul-americana, nossa garra, nossa vibração. Americano é muito mecânico, muito sério. O latino tem muito esse sangue quente de correr atrás, de se virar”.
Para isso, ele treina duro da 1h30pm até aproximadamente às 6pm, podendo se estender até às 7pm, no verão. “De segunda a segunda”. Os sábados são um pouco mais livres, com treinos das 9am às 12pm. No domingo (14), Tourinho enfrentou novo desafio, numa competição em Tucson, Arizona. Os adversários do brasileiro estão entre os melhores amadores do mundo, segundo ele. “Sempre vai ser puxado. Se você der um molezinho, outras pessoas vão derrotar você”.
Brasileiros que estudam e treinam em universidades americanas ganharam destaque em julho do ano passado, durante o 79° Campeonato Brasileiro Amador de Golfe, na capital carioca. Entre eles os irmãos Daniel e Isadora Stapff, Mariana de Biase, Bruno Carvalho, Rafael Becker e Pedro da Costa Lima. Tourinho também participou da competição.
Os jogadores foram unânimes em dizer que amadureceram muito devido aos treinamentos nos Estados Unidos. Segundo Isadora, ela cresceu principalmente na parte mental e estratégica do golfe, graças ao golfe universitário. “Jogamos muitos torneios e, com essa experiência, aprimoramos nosso jogo a cada dia. Quanto mais jogamos, mais aprendemos”, disse ela, que frequenta com o irmão a Barry University em Miami, Flórida.