Danbury, CT - Wednesday, February 08 2012
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Brasil conservador bate Zimbábue com folga; Juan e Júlio César preocupam

Apesar do modesto oponente, Dunga praticamente não poupou jogadores.

Reprodução
Michel Bastos, autor do primeiro gol, disputa bola.

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A seleção brasileira venceu seu penúltimo teste antes da Copa do Mundo, nesta quarta-feira, ao derrotar por 3 a 0 o modesto Zimbábue, em Harare, capital do país adversário. Com amplo domínio, o Brasil desacelerou o ritmo, preservou jogadores e contou com gols de Robinho, Michel Bastos e Elano. O problema, porém, foi a ausência de Juan, que nem participou, e do goleiro titular Júlio César, que saiu no primeiro tempo com dores.

Juan nem esteve com o uniforme de jogo e a CBF ainda não se pronunciou sobre o problema do zagueiro. Já Júlio César foi substituído ainda no primeiro tempo reclamando de dores no estômago.

A seleção optou concluir sua preparação para a Copa com uma turnê na África subsaariana: primeiro Zimbábue, depois Tanzânia. Para hoje, a seleção já havia prometido "tirar o pé" --Luis Fabiano, que se recupera de lesão, afirmou que esta seria a postura mais inteligente. Mas, para o modesto futebol zimbabuano, o jogo tinha peso diferenciado.

E os anfitriões começaram o jogo tentando surpreender, impondo pressão aos renomados visitantes.

Apesar do modesto oponente, Dunga praticamente não poupou jogadores: Kaká, que se recupera de lesão, começou como titular. A única alteração em relação ao time já esperado foi a entrada de Thiago Silva na defesa, no lugar de Juan.

O nome mais forte do Zimbábue não estava dentro das quatro linhas no estádio Nacional de Harare, mas nas arquibancadas: o ditador Robert Mugabe, no poder há 30 anos, fez questão até de entrar em campo antes da partida.

Tão desafinada quanto a execução do hino nacional brasileiro, estava o setor ofensivo do time da casa --aos 19min, uma chance de ouro foi desperdiçada dentro da grande área.

Quem também passou por uma prova de fogo foi a "Jabulani", a bola oficial da Copa. Diversos jogadores da seleção brasileira a criticaram, como Júlio César, Luis Fabiano, Felipe Melo e Robinho. Ganhou rótulos como "de supermercado", "sobrenatural" e "patricinha".

FolhaPress
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