Danbury, CT - Wednesday, February 08 2012
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Missa em Danbury homenageia brasileiros formandos

Cerimônia destacou esforço e dedicação de alunos.

CN
Alunos brasileiros que se graduaram na Hight School e no College são homenageados durante missa na igreja Saint Peter de Danbury.

Alunos brasileiros que se graduaram na Hight School e no College são homenageados durante missa na igreja Saint Peter de Danbury.

Alunos entram juntamente com o padre e os ministros da eucaristia no início da cerimônia.

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A missa do último sábado na Igreja de São Pedro em Danbury (CT) teve um gosto especial para onze brasileiros. Eles foram homenageados durante a celebração religiosa por ter conseguido se formar na high school e na faculdade. Os pais assistiram com orgulho a conquista dos filhos. O evento foi organizado por Márcia Pereira.

Vestidos com a tradicional toga, os jovens entraram na igreja junto com o Padre Pedro Diniz, abrindo a cerimônia. Todas as atenções se voltaram para aqueles que agora sonham com um futuro profissional brilhante, seja nos Estados Unidos ou no Brasil.

Os orgulhosos Guilherme, Joana, Tamires, Mayara, Bruna, Aislan, Leonardo, Paloma, Rafael, Tamara e Tadeu exibiram largos sorrisos e participaram da celebração. Todos completaram o segundo grau, com exceção de Paloma, que completou o curso superior de contabilidade.

Parabenizando aos jovens e suas famílias, Padre Pedro ressaltou que a formatura dos brasileiros é um passo muito grande para nossa comunidade. Aos pais destes jovens, o padre aconselhou que sigam o exemplo dos filhos, no sentido de perseverar em busca de um sonho.

Um dos momentos mais bonitos da missa aconteceu quando os homenageados subiram ao altar para, de mãos dadas, rezar o Pai Nosso. A formatura do grupo encheu de orgulho toda a comunidade. Belas palavras de incentivo foram proferidas pela organizadora do evento. Márcia ganhou os agradecimentos do Padre Pedro. Segundo ela, o número de brasileiros que se formam está crescendo. Por isso, decidiu homenageá-los na missa.

A organizadora viveu um momento de dupla emoção, já que o filho, Guilherme, estava entre os que se formaram no segundo grau.
Nem bem saiu da Bentley University em Boston (MA), Paloma Ferreira já conseguiu emprego no departamento financeiro de uma companhia internacional. A formatura, segundo ela, é motivo de emoção não só para a família, mas transmite esperança para todos. “Me dá um orgulho”, disse ela, consciente de que nem todos os brasileiros que moram nos Estados Unidos conseguem viver este momento.

Primeira a se formar na família, Paloma declarou que está realizada com a conquista. Ela espera servir de direção para a irmã que também estava se formando. O momento foi registrado com carinho pelos pais corujas. Marco Antônio lembrou que das dificuldades dos imigrantes brasileiros e espera que Bruna siga o exemplo de Paloma.

Foi uma dupla emoção para a mamãe Margarete. Professora formada nos Estados Unidos, ela incentiva a todos os brasileiros. “Que não parem”, disse.

Mesmo felizes pela vitória, Rafael e Tadeu preferiram voltar para o Brasil. “Torço muito para que eles sejam felizes e que consigam realizar os sonhos por lá”, disse Márcia, considerando a volta deles um tanto frustrante. Segundo ela, Rafael foi destaque no futebol na Abbot Tech, onde se formou.

Impasse acompanha conquista
Alguns brasileiros como Guilherme vão insistir em uma faculdade no país. Otimista quanto às futuras oportunidades, ele tem o firme propósito de cursar Justiça Criminal. Mesmo sem saber que carreira seguir, mas segura de que entrará na faculdade, Tamires agradece à mãe. “Ela veio (para o país) para eu ser alguém”, disse ela.

Formado no curso técnico de torneiro mecânico, Aislan sonha com o canudo de engenharia mecânica. O pai, Júnior, disse que a homenagem na igreja foi importante para mostrar a conquista de jovens brasileiros. A mãe de Aislan, Helb, também está feliz, mas sabe que as mensalidades para quem não tem documentos são bem mais altas, e fez um desabafo. “Quando o aluno quer ir para o college, o país não quer”, disse ela, referindo-se ao preço exorbitante para os estudantes indocumentados.

Assim como Aislan, muitos estudantes não prosseguem um curso superior nos Estados Unidos por falta de condições de pagar. A aprovação do projeto chamado in-state tuition devolveria a esperança a estes jovens. Segundo o projeto, estudantes indocumentados pagariam as mesmas mensalidades que os cidadãos americanos.

Para Edna, mãe de Mayara, o orgulho e a emoção se multiplicam, por se tratar da conquista de uma imigrante. “Agora a terceira etapa é o college”, disse. Ela confidenciou que não esperava ver a filha se formando.

Apesar dos planos firmes de cursar dois anos num community college, Leonardo ainda não sabe o que esperar. O impasse está na falta de documentos no país e no custo da faculdade.

Por: Angela Schreiber - Comunidade News
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