Danbury, CT - Wednesday, February 08 2012
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Cientista brasileira da NASA é premiada em Nova Iorque

A cientista e exploradora Rosaly Lopes trabalha na NASA e é especialista nos estudos de vulcões.

Divulgação
Rosaly Lopes tem doutorado em astronomia mas focou suas pesquisas na geologia de planetas e vulcões.

Rosaly Lopes tem doutorado em astronomia mas focou suas pesquisas na geologia de planetas e vulcões.

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A instituição Wings Worldquest de Nova Iorque premiou, no dia 28 de abril último, cinco cientistas. Entre as agraciadas com o Women of Discovery estava Rosaly Lopes, brasileira que trabalha na Agência Espacial Americana (NASA) e que atualmente estuda o planeta Saturno e seus satélites. A cerimônia aconteceu no Tribeca e pela primeira vez uma brasileira recebe o prêmio.

Especialista em vulcões e cientista planetária, Rosaly se diz muito orgulhosa por colocar o Brasil numa posição tão importante, e espera que isto abra caminho para que outras brasileiras sejam premiadas.

Os primeiros estudos de Rosaly foram na área de astronomia, mas para o PhD (doutorado) pesquisou a geologia dos planetas e principalmente vulcões na terra e em outros planetas. Segundo ela, os vulcões são importantes pois é uma maneira dos planetas perderem o calor interno, além de ser um dos processos geológicos mais importantes. Ainda conforme ela, é necessário entender os vulcões da terra para saber quando entrarão em erupção.

Rosaly disse que erupções muito grandes, como a do Vulcão Pinatubo nas Filipinas, ocorrida em 1991, muitas cinzas são soltas na atmosfera. Isto faz com que a temperatura do planeta baixe um pouco, o que ajudaria no aquecimento solar. Porém, ela disse que as grandes erupções causam outros danos, tais como destruições de colheitas.

Nem todos os vulcões são perigosos. Segundo ela, o Kilauea, no Havaí, ou o Stromboli, na Itália, podem ser tranquilamente visitados, onde se pode acompanhar as maravilhosas erupções. No livro “The Volcano Adventure Guide”, ela orienta as pessoas que desejam visitar vulcões sem correr perigo.

A brasileira veio para Pasadena, Califórnia, em 1989, a fim de fazer um pós-doutorado. Dois anos depois, passou a integrar o time da NASA, onde trabalham mais dois engenheiros brasileiros e um cientista que está fazendo o pós-doutorado. Segundo a cientista, ela nunca foi discriminada por ser mulher e imigrante, ressaltando que isto seria totalmente contra a lei americana.

Papel científico-social
Além de todos os estudos científicos, Rosaly ainda encontra tempo para dar palestras e interagir com estudantes da comunidade hispânica, encorajando as mulheres latinas a prosseguirem os estudos universitários. Ela quer mostrar que é possível ser uma mulher cientista e ter uma vida normal. “Tenho um filho de 15 anos, vida social e muitos amigos. Não sou do tipo que estou num laboratório o tempo inteiro, então acho importante que elas saibam disso”.

No Brasil, ela é bastante conhecida entre a mídia. Contou que ajuda professores que montaram uma base de lançamento de foguetes experimentais em Pernambuco, para estudantes secundários e universitários. Batizada com o nome dela e idealizada pelo Professor Marcos Luna, a base está na cidade de Bezerros mas vai mudar para Salgueiro, onde existe um lugar maior para o projeto.

A cientista disse que não tem muito contato com a comunidade brasileira nos EUA, mas mostra o trabalho quando solicitada. Há dois anos, realizou um vídeo para a Embaixada Brasileira. Ela disse que o filho está perfeitamente acostumado à vida dela, com aparições na televisão e muitas viagens.

Comandando atualmente a Missão Cassini, que estuda os satélites de Saturno, a cientista vai descobrindo coisas que não sabia sobre o Planeta Terra. Como exemplo, disse que em Titã, lua de Saturno, faz muito frio. Embora o líquido em Titã seja o metano, o local possui similaridades com a terra, tais como rios, lagos, chuva, vento e dunas. Disse que isto ajuda a entender muito melhor o que acontece na terra.

Quando viu as primeiras crateras da lua, junto com outros cientistas, pensou que se tratassem de crateras vulcânicas. O grupo concluiu que se tratavam de crateras de impacto, a partir do estudo de uma cratera de impacto na terra. Segundo ela, isto ajudou a entender a história geológica da terra, e que ainda existe um perigo muito real de um impacto por um asteróide.

Da redação
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